Vereadora comparou descaso da Energisa com a antiga estatal Enersul, que era eficiente na prestação dos serviços.
Moradores do Distrito de Nova Itamarati enfrentaram vários dias sem energia elétrica após as fortes chuvas registradas na última virada de semana.
A situação gerou revolta na comunidade e levou a vereadora Natália Velasquez a se manifestar publicamente contra a concessionária Energisa.
Segundo relatos de moradores, a falta de energia comprometeu atividades básicas, prejudicou o armazenamento de alimentos, afetou o funcionamento de pequenos comércios, gerando prejuízos a produtores e trouxe insegurança às famílias da região rural.
Para a vereadora, o episódio representa mais um sinal de descaso da empresa com a população do distrito. “Não é aceitável que moradores fiquem dias sem energia após um temporal. Estamos falando de um serviço essencial, que impacta diretamente a qualidade de vida das pessoas”, afirmou Natália.
A parlamentar destacou que Nova Itamarati, por estar em área mais afastada do centro urbano, enfrenta com frequência demora no atendimento às ocorrências, o que amplia a sensação de abandono.
Serviço essencial e impacto social A interrupção prolongada do fornecimento de energia elétrica expõe a vulnerabilidade das comunidades diante de falhas estruturais no sistema.
Energia não é apenas conforto — é abastecimento de água, conservação de alimentos, funcionamento de equipamentos de saúde e segurança pública. Casos como o ocorrido em Nova Itamarati reacendem o debate sobre a qualidade da prestação de serviços essenciais por empresas terceirizadas.
Quando há falhas na manutenção preventiva, na reposição de equipes ou na estrutura de atendimento, quem sofre é a população, especialmente em áreas mais distantes. Episódios recentes envolvendo a Enel em São Paulo, onde milhões de consumidores ficaram dias sem energia após temporais, evidenciam que o problema não é isolado.
Em diversos estados, a precarização da prestação de serviços públicos concedidos à iniciativa privada tem gerado questionamentos sobre fiscalização, responsabilidade contratual e eficiência operacional.
Cobrança por respostas Natália Velasquez informou que pretende formalizar pedido de esclarecimentos à concessionária e cobrar medidas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
A reportagem procurou a Energisa para comentar as reclamações e informar sobre eventuais providências adotadas no distrito. Até o fechamento desta matéria, não houve posicionamento oficial.
Moradores aguardam não apenas o restabelecimento pleno do serviço, mas também garantias de que o atendimento será mais ágil e eficiente em futuras ocorrências.











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