Esquema fraudava medições de tapa-buracos em Campo Grande; contratos somam R$ 113 milhões e mais de R$ 400 mil em dinheiro vivo foram apreendidos.

OPERAÇÃO BURACO SEM FIM: Gecoc e Gaeco prendem 7 investigados por desvios na manutenção de ruas
Esquema fraudava medições de tapa-buracos em Campo Grande; contratos somam R$ 113 milhões e mais de R$ 400 mil em dinheiro vivo foram apreendidos. / Foto: Gecoc/MPMS

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), a Operação “Buraco Sem Fim”. A ação mira uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos destinados à manutenção de vias na Capital, resultando em serviços de má qualidade e enriquecimento ilícito de servidores e empresários.

Dinheiro Vivo e Prisões

A ofensiva, coordenada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e pelo Gaeco, cumpriu 7 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão. O que chamou a atenção das autoridades foi a grande quantidade de dinheiro em espécie encontrada com os alvos:

  • R$ 429 mil no total foram apreendidos em dinheiro vivo;
  • Na casa de um servidor, os agentes localizaram R$ 186 mil;
  • Em outro endereço, foram apreendidos R$ 233 mil em notas de Real.

O Esquema: Medições Fraudadas

As investigações apontam que o grupo fraudava sistematicamente a execução dos serviços de tapa-buracos e manutenção de ruas. O esquema consistia na manipulação de medições: a prefeitura pagava por serviços que não eram realizados ou que eram feitos em quantidade inferior à declarada.

Entre os anos de 2018 e 2025, a empresa envolvida no escândalo firmou contratos e aditivos que alcançam a cifra impressionante de R$ 113.702.491,02.

Impacto na Cidade

De acordo com o Ministério Público, o desvio de dinheiro público não apenas gerou prejuízo financeiro aos cofres municipais, mas também é o motivo direto da má qualidade do asfalto nas vias de Campo Grande, uma reclamação constante da população.

Os detidos e o material apreendido foram encaminhados para as unidades policiais e o caso segue em segredo de justiça para o aprofundamento das investigações sobre crimes contra a administração pública e organização criminosa.

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