Discussão entre jovem casal de 21 anos envolveu agressão a menor, defesa com faca e mobilização da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.
Uma discussão familiar motivada por questões financeiras terminou em agressões mútuas e ferimentos graves na noite da terça-feira (19), no Conjunto Fortaleza I, em Maracaju. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados por volta das 20h40 para conter o violento desentendimento.
O Conflito e as Agressões
Ao chegar à residência, a equipe da PM encontrou o homem, de 21 anos, apresentando cortes e ferimentos sangrentos na mão direita e na região das costas (próximo ao glúteo). Ele confirmou que as lesões foram causadas por sua companheira, também de 21 anos, durante o confronto.
A jovem relatou aos policiais que o quebra-pau começou após um desentendimento sobre as contas e despesas da residência. No calor da discussão, o homem partiu para a agressão física e desferiu um forte soco no rosto da mulher, o que causou um hematoma e inchaço imediato em um de seus olhos.
Na tentativa de proteger a mãe, o filho pequeno da mulher tentou intervir no conflito, mas acabou sendo atingido pelo padrasto com um tapa na cabeça.
Legítima Defesa com Faca
Diante da violência sofrida e para resguardar a própria vida e a do filho, a mulher se armou com uma faca de cozinha para se defender. O homem avançou novamente para tentar desarmá-la e contê-la, momento em que foi atingido pelos golpes de faca que causaram os cortes nas costas e na mão.
Socorro e Providências Judiciais
O Corpo de Bombeiros foi acionado com urgência para prestar os primeiros socorros ao homem esfaqueado. Ambos os envolvidos foram transportados ao Hospital Soriano Corrêa da Silva para receberem atendimento e avaliação médica.
Após receber alta hospitalar, o homem foi preso e conduzido por guardas da PM diretamente à Delegacia de Polícia Civil de Maracaju para a autuação. Devido à gravidade do ferimento no olho e do abalo psicológico, a mulher permaneceu internada sob observação médica e foi intimada a comparecer posteriormente à delegacia para prestar depoimento oficial.
O caso foi formalmente registrado como lesão corporal recíproca no contexto de violência doméstica (Lei Maria da Penha).













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