Autora de 36 anos possui pedido de internação psiquiátrica em aberto; caso expõe dificuldades no atendimento a pacientes com transtornos em Maracaju.
Uma manhã de sexta-feira (27) movimentada na região central de Maracaju. Por volta das 9h, a Polícia Militar foi acionada para conter uma mulher de 36 anos que causava danos e perturbação em uma lanchonete local. O episódio terminou na delegacia, mas revelou um drama social e de saúde pública que afeta a família da envolvida e a comunidade.
O Incidente
De acordo com o proprietário do estabelecimento, a mulher, que já vinha importunando clientes há vários dias, apresentava comportamento extremamente agressivo. Testemunhas relataram que ela proferia palavras de baixo calão, tentava abraçar clientes contra a vontade e arremessava objetos ao chão, chegando a destruir um porta-guardanapos de metal.
Ao chegar no local, a PM encontrou a autora em estado de visível alteração, possivelmente sob efeito de substâncias ou em surto. Devido à recusa em deixar o recinto e ao nervosismo acentuado, os militares precisaram contê-la para garantir a segurança dos presentes.
Saúde Mental e Desfecho
Na Delegacia de Polícia Civil, a ocorrência foi registrada como dano ao patrimônio e perturbação do trabalho e sossego alheio. No entanto, o caso tomou um rumo humanitário após consulta à Assistência Social do município.
Foi informado que a mulher é uma paciente psiquiátrica em atendimento, faz uso de remédios controlados e já possui, inclusive, um pedido de internação formalizado. Sem uma vaga imediata ou estrutura de contenção adequada, ela acaba retornando às ruas, tornando-se um problema recorrente para a família e para o comércio.
Diante do quadro clínico comprovado, a autoridade policial entendeu que não havia motivos legais para a manutenção da prisão. A mulher foi liberada e entregue aos cuidados de seus familiares, que seguem aguardando providências quanto à sua internação definitiva.













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