Após acionar a PM alegando ameaça, mulher confessa ter trancado o marido no quarto para impedi-lo de sair de casa.
Uma ocorrência registrada na tarde deste domingo (12), na Vila Juquita, mobilizou a Polícia Militar e terminou de forma inesperada na Delegacia de Polícia Civil de Maracaju. O que começou como uma denúncia de ameaça com arma branca resultou na autuação da solicitante por sequestro e cárcere privado.
A Polícia Militar foi acionada via 190 por uma mulher de 39 anos. Aos policiais, ela afirmou que o marido, Gilmar, a teria ameaçado com uma faca após ela se opor à saída dele para comprar cerveja. A mulher relatou que, para se proteger, conseguiu trancar o marido no quarto e chamou a autoridade policial após ouvir, pela janela, o homem dizer ao irmão, por telefone, que a mataria assim que saísse.
Versões Conflitantes e Provas
Ao entrarem na residência e libertarem o homem, os policiais encontraram Gilmar calmo. Ele negou as ameaças e apresentou uma versão diferente: afirmou que entrou no quarto apenas para trocar os calçados e ir ao mercado, momento em que a esposa o trancou para impedi-lo de sair.
Sobre a faca mencionada, o marido afirmou que é açougueiro em um frigorífico local, entregou o objeto que estava guardado em uma caixa dentro do quarto. A guarnição constatou que a faca permanecia junto a outros materiais de trabalho do homem, corroborando sua versão de que o utensílio ficava permanentemente naquele local. Questionada sobre o paradeiro costumeiro da faca, a mulher entrou em contradição, afirmando primeiro que ficava na cozinha, apesar da evidência encontrada no quarto.
Decisão Jurídica
Ao ser indagada sobre o motivo de ter trancado o marido, a mesma confessou abertamente: "Para o mesmo não sair".
Diante dos fatos, a autoridade policial na Delegacia de Polícia Civil entendeu que não restaram indícios mínimos de materialidade para o crime de ameaça por parte do marido. Por outro lado, a confissão da esposa de ter privado a liberdade do marido voluntariamente caracterizou infração penal.
Ambos foram ouvidos, e o caso foi registrado como sequestro e cárcere privado, tendo a mulher de 39 anos como autora. A faca foi apreendida para os procedimentos de praxe.













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