Ele prevê que o principal adversário será o PT e haverá edição da polarização entre direita e esquerda.
O governador Eduardo Riedel (PP) admitiu que vai disputar a reeleição e já conta com o apoio de seis partidos, inclusive dos principais adversários na última eleição, o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), o ex-governador André Puccinelli (MDB) e da ex-superintendente regional da Sudeco, Rose Modesto (União Brasil). Ele prevê que o principal adversário será o PT e haverá edição da polarização entre direita e esquerda.
As declarações foram feitas nesta terça-feira (24) em entrevista ao programa CB Poder, do jornal Correio Braziliense. O pepista falou que a direita pode ter mais de um candidato a presidente da República no primeiro turno e deverá se unir no segundo turno contra um adversário petista, que deverá ser o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Será uma eleição contra o PT, que deverá ter candidatos ao governo e ao Senado. Não vejo como não haver polarização novamente”, afirmou, sobre a disputa em Mato Grosso do Sul. O ex-tucano afirmou que é pré-candidato à reeleição.
Na entrevista, Riedel afirmou que negocia o apoio de seis partidos: PL, MDB, Republicanos, União Brasil, MDB e PSDB. O grande arco de aliança garante o apoio de ex-adversários em 2022, como Capitão Contar, que disputou o segundo turno e deverá ser candidato ao Senado com o apoio do governador.
Ele também deverá ter o apoio de André Puccinelli, que liderou todas as pesquisas e ficou em 3º lugar. O emedebista deverá ser candidato a deputado estadual. A outra ex-adversário é Rose, que ficou em 4º lugar na disputa do Governo em 2022 e perdeu a prefeitura da Capital no 2º turno para Adriane Lopes (PP) por uma diferença de 12 mil votos.
As negociações também garantem o apoio do Republicanos, partido que já foi apontado como uma das opções para os bolsonaristas Marcos Pollon e João Henrique Catan disputarem o Governo do Estado.
Outro apoio importante é do PSD, que deverá apostar na reeleição do senador Nelsinho Trad (PSD) e ter um candidato a presidente da República.
“Acredito que veremos o presidente Lula e o PT contra um adversário, e eu apoiarei o adversário do presidente Lula ou o candidato que estiver posicionado no campo da direita; esse será o nosso palanque em Mato Grosso do Sul”, reafirmou. O governador citou como nomes da direita os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O governador também citou a senadora Tereza Cristina (PP) como provável candidata a presidência da República pela direita. O PP e União Brasil negociam a federação, que sofre resistências regionais. A ex-ministra da Agricultura também é cotada para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio.
“São candidatos liberais na economia que buscam uma nova visão de país, e não apenas focados em narrativas antigas. O discurso recente do presidente mostra conceitos de vinte anos atrás, mas a sociedade e o mundo mudaram completamente”, declarou.
O governador projeta como principal adversário o ex-presidente da OAB/MS e ex-deputado federal, Fábio Trad. No Senado, o PT deverá lançar o deputado federal Vander Loubet, e fazer dobradinha com a senadora Soraya Thronicke, que trocará o Podemos pelo PSB.












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