Um duelo de ex-governadores deve marcar as eleições deste ano em Mato Grosso do Sul. André Puccinelli (MDB) afirmou que vai dar 15 mil votos de vantagem e mesmo assim vai derrotar o petista pela 3ª vez para ele pedir música no Fantástica.

André diz que ganha de Zeca pela 3ª vez; “nunca fui preso nem usei tornozeleira”, reage petista
/ Foto: André e Zeca do PT terão o 3º confronto em 30 anos: emedebista venceu dois (Foto: Arquivo)

Um duelo de ex-governadores deve marcar as eleições deste ano em Mato Grosso do Sul. André Puccinelli (MDB) afirmou que vai dar 15 mil votos de vantagem e mesmo assim vai derrotar o petista pela 3ª vez para ele pedir música no Fantástica. Zeca do PT não deixou barato e entrou na polêmica: “nunca fui preso nem usei tornozeleira, aí está nossa diferença”.

A rivalidade entre os dois caciques da política estadual começou em 1996, quando André derrotou Zeca no memorável e polêmico segundo turno por uma diferença de apenas 411 votos na disputa pela Prefeitura de Campo Grande.

Os dois voltaram a se confrontar novamente em 20010, quando Puccinelli disputou a reeleição como governador e foi reeleito no primeiro turno.

 
Agora, os dois vão disputar a vaga de deputado estadual. Zeca vai em busca do segundo mandato de deputado estadual, enquanto Puccinelli busca a redenção após perder a disputa para o Governo do Estado em 2022.

Nesta segunda-feira (16), em entrevista na TOP FM, Puccinelli voltou ao estilo bonachão e debochou do rival. Ele afirmou que dará “15 mil votos de lambuja” e, mesmo assim, vai derrotar Zeca pela terceira vez para ele pedir música no Fantástico.

“Não tenho o costume de responder a imbecilidades e a imbecis, porque acho que significa descer ao nível deles”, reagiu Zeca, em uma resposta padrão enviado aos meios de comunicação.

“Nunca fui preso e nem usei tornozeleira (sic), ai está nossa principal diferença”, rebateu o petista sobre o adversário. Alvo da Operação Lama Asfáltica, André foi obrigada a usar tornozeleira até pagar fiança de R$ 1 milhão e ainda ficou preso cinco meses, entre julho e dezembro de 2018, acusado pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

“Não transformo uma disputa eleitoral em algo pessoal. Disputa política significa disputar ideias e projetos”, pontuou Zeca. “Acho desprezível a arrogância e a soberba, aliás defeitos  de desqualificados”, acusou.

Agora, fica anotado para o leitor acompanhar quem vence essa disputa em outubro. O primeiro é saber quem conquistará uma das 24 vagas na Assembleia Legislativa. O segundo será ver quem tem mais votos.