No local a perícia técnica identificou "gatos" de água e energia.

Polícia fecha abatedouro clandestino e prende dona no Lajeado
Todos os produtos e subprodutos apreendidos foram descartados pela Vigilância. / Foto: Divulgação/ Polícia Civil

Ação conjunta entre as delegacias Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Relação de Consumo (Decon) e Especializada em Repressão a Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat) e Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e Vigilância Sanitária de Campo Grande fecharam um abatedouro clandestino de aves e prenderam a proprietária do estabelecimento. O fato ocorreu nesta quinta-feira (22) na Rua Lea Maria Barbosa Marques, no Parque Lageado, em Campo Grande. 

Segundo a Polícia Civil, eles receberam informações anônimas que no local era um abatedouro clandestino e foram até o local. Ao chegar encontradas grande quantidade de galinhas sendo abatidas de forma irregular, sem autorização da Vigilância Sanitária e sem possuir certificados como SIM, SIE ou SIF. 

Na ação foi presa a dona do abatedouro clandestino Maria Aparecida de Almeida, 61 anos, e autuada em flagrante por crime contra as relações de consumo (artigo 7º, inciso IX, da Lei nº 8.137/1990), por vender ou entregar mercadoria imprópria ao consumo (artigo 54 da Lei 9.605/98) e por furto de energia (artigo 155, § 3º, do Código Penal Brasileiro), sendo em seguida colocada à disposição da Justiça. 

Ainda na ação dos policiais, foram encontrados dejetos resultantes do abate dos animais, principalmente sangue de aves, que estariam contaminando o solo, já que no local não existe piso com canaletas para a devida coleta e descarte em condições compatíveis com as normas ambientais vigentes. 

As aves abatidas e todos os subprodutos existentes no abatedouro clandestino foram recolhidos e descartados pela Vigilância Sanitária, conforme determina a legislação ambiental municipal, haja vista que, de plano, os técnicos da Vigilância Sanitária constataram ser a produção inapropriada ao o consumo humano.  

Durante as diligências, por meio de perícia técnica ficou comprovado a existência de desvio de energia elétrica do padrão do imóvel, bem como uma ligação direta da rede de abastecimento de água potável no imóvel.