Bebê estava com hematomas pelo corpo e um exame indicou fratura nas costelas; pais estão presos

Mãe diz que não levou bebê ao médico por achar que hematomas eram “normais”

A jovem de 18 anos, mãe da bebê de três meses que passou mal e apresentou alguns hematomas no corpo no hospital, alegou que não levou a filha ao médico por achar que as marcas roxas eram normais.

 
 

A bebê foi internada no Hospital Regional, em Campo Grande, na noite de sexta-feira (19), pois passou mal após ser amamentada. No hospital, a equipe médica encontrou hematomas na bebê e um exame indicou fratura nas costelas. Ela não resistiu e teve morte cerebral.

A PM (Polícia Militar) foi acionada para o hospital e a mãe e o pai da bebê foram presos. Na manhã de segunda-feira (22), o casal teve a prisão preventiva decretada durante audiência de custódia.

 
 

Na Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada), a jovem e o seu companheiro foram interrogados sobre os fatos.

A jovem explicou que convive maritalmente com o pai da bebê na casa da avó dele. Por volta das 21h de sexta-feira (19), ela disse que amamentou a filha durante a transmissão do jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2026. A bebê mamou grande quantidade e, logo, foi colocada para arrotar.

 
 

Em seguida, a jovem disse que entregou a filha ao pai, que permaneceu assistindo ao jogo com a bebê no colo. Em determinado momento, ele percebeu que a bebê estava desfalecendo e todos entraram em desespero.

Na ocasião, a jovem disse que chamou a avó do companheiro e um tio e, ambos, socorreram a bebê ao Hospital Regional. Lá, a equipe médica aspirou leite dos pulmões e estômago da bebê, que sofreu uma parada cardiorrespiratória.

Hematomas e lesões
Questionada sobre os hematomas e lesões no corpo da filha, a mãe alegou que não sabe a origem, mas que na semana anterior surgiram marcas roxas nas nádegas e no pé dela. A jovem afirmou que ninguém agrediu a bebê na sua frente e não soube falar se ela teria sido agredida em sua ausência.

Durante o interrogatório, a jovem disse que não procurou atendimento médico por acreditar que se tratava de “algo normal” os hematomas. Ela também falou que não poderia afirmar se o companheiro agrediu a filha, mas ressaltou que ele costuma ficar a sós com a bebê em algumas ocasiões.

Na sexta-feira (19), o casal passou a tarde em uma praça nas proximidades, fazendo uso de entorpecentes com a filha no carrinho. A jovem contou que, enquanto estava fumando, a bebê ficou no carrinho dentro de uma quadra sozinha, sendo que o casal olhava a filha de longe.

À polícia, a mãe da bebê acrescentou que, quando chegaram da praça, a filha estava chorando bastante por causa de cólicas. Ela foi medicada e, após massagens, parou de chorar.