Operação do Gaeco foi às ruas de Campo Grande e Terenos para prender seis investigados e cumprir 30 mandados de busca e apreensão

Novo escândalo de corrupção em Terenos teve fraude em contratos com prefeitura e Câmara
PM prestou apoio aos agentes do Gaeco / Foto: Léo de França, Jornal Midiamax

Equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagraram, nesta quarta-feira (21), duas operações para combater fraudes em licitações em Terenos, cidade a 30 km de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, um dos alvos é a empresa Impacto.

Em nota oficial, o Ministério Público afirma que foram expedidos seis mandados de prisão e 30 de busca e apreensão. Alguns endereços ligados ao grupo de comunicação foram alvo de varredura no Carandá Bosque, em Campo Grande.


 

Os crimes ocorreram desde 2021 e tratam de fraudes em contratos com o município e Câmara Municipal de Terenos.

Enquanto que a operação Collusion apura organização criminosa que fraudou licitação de serviços gráficos com prefeitura e Legislativo, a Simulatum investiga corrupção em contratos para locação de som firmados com a Câmara de Vereadores.

A expressão em inglês “Collusion”, que significa “conluio”, remete à ideia de acordos ilícitos realizados entre os investigados com o objetivo de fraudar contratos públicos.

Já o nome “Simulatum”, que no latim, quer dizer “simulado”, refere-se à forma de atuação dos investigados, os quais simulavam competição entre si com o objetivo de praticar os crimes em questão.

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Varredura na casa de empresário
Os agentes do Gaeco estiveram na casa do empresário Francisco Elivaldo de Souza e, no escritório do grupo Impacto, que fica em frente à residência, no bairro Carandá Bosque.

À reportagem, o advogado Renan Augusto Vieira disse que Francisco não irá se pronunciar para “não atrapalhar as investigações”.

Conforme dados públicos da Receita Federal, a empresa Impacto Empresa de Jornalismo Ltda existe desde 1987 e tem como principal atividade econômica a edição de jornais diários, mas também atua com rádio, publicidade e marketing.

Com capital social de R$ 21 mil, o único proprietário da empresa consta como sendo Francisco.