Vítima deixou órfão bebê em fase de amamentação.



Mulher é executada com tiro de pistola na cabeça em Maracaju; criminoso tentou matar o marido, mas arma falhou
Vítima deixou órfão bebê em fase de amamentação. / Foto: Robertinho/MaracajuSpeed

Kátia Lima Chimenes (36) foi morta com tiro na cabeça na frente do filho; criminoso tentou executar o marido, mas a pistola falhou.

Um homicídio com características claras de execução ligada à possível guerra entre facções criminosas chocou os moradores das proximidades da antiga Estação Ferroviária na noite de sábado (20), por volta das 20h48. Kátia Lima Chimenes (36) foi assassinada com um tiro de pistola na cabeça dentro de sua residência, na Rua Mário Silva, Vila Juquita.

O crime carrega a crueldade dos acertos de contas do crime organizado e deixa um rastro de profunda tragédia familiar: Kátia era mãe e deixou órfão um bebê de colo, que ainda dependia exclusivamente de amamentação.

Invasão Pelos Fundos e Execução

Segundo o boletim de ocorrência, dois criminosos vestindo roupas pretas e capacetes aproveitaram o acesso facilitado pelos fundos da residência, área que faz divisa com a região conhecida como "Poeirinha", conhecido ponto de disputa de território do tráfico.

Enquanto um dos comparsas monitorava a área externa, o executor invadiu o imóvel. Kátia estava na sala e foi alvejada na cabeça, sem qualquer chance de defesa. Um filho menor da vítima presenciou toda a ação. Após a ação o autor pulou a janela da residência na fuga. Outra filha de Kátia, que mora a cerca de 100 metros, ouviu os estampidos, correu ao local e já encontrou a mãe caída no solo, sangrando.

Pistola Falha e Marido Sobrevive

O marido da vítima, V. P. de S. (24), estava em um dos quartos trocando de roupa no momento do ataque. Ao ouvir o barulho do primeiro tiro, ele correu para a sala e se deparou com a esposa baleada.

Nesse momento, o executor, de capacete cinza, calça jeans clara e blusa cor vinho, apontou a pistola em sua direção, ordenou que ele abaixasse a cabeça e afirmou que iria matá-lo. O criminoso puxou o gatilho, mas a arma falhou. V. P. de S. relatou ter ouvido nitidamente o estalo do mecanismo de percussão batendo na munição, que não disparou. Após a falha, o assassino fugiu correndo pela janela da cozinha. Muito abalado, o jovem passou mal diversas vezes. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas Kátia já estava morta.

Divergência de Facções e Celular Retido

No local do crime, a principal linha de informação colhida entre testemunhas e moradores aponta que o assassinato foi motivado por possível divergência ou confrontos entre facções criminosas rivais. A dinâmica do crime, invasão planejada, execução sumária e a tentativa de eliminar o marido como queima de arquivo, reforça a tese de ação encomendada pelo crime organizado.

A Perícia Técnica Criminal e o Setor de Investigações Gerais (SIG), sob a coordenação do delegado Pedro Paiva e do agente Thiago Lúzio, recolheram na cena duas cápsulas deflagradas de munição calibre .380, marca CBC.

Um fato que chamou a atenção e intrigou os investigadores foi a postura de outra filha da vítima, L. C. L. C.. Ela se recusou formalmente a entregar o aparelho celular da mãe falecida à equipe de investigação e negou-se a fornecer as senhas, bloqueando o acesso dos policiais ao conteúdo de mensagens que poderiam ajudar a esclarecer a motivação e autoria do crime.

Como colaborar (Sigilo Absoluto)

O SIG segue em diligências em busca de câmeras de segurança na Vila Juquita. A Polícia Civil destaca que a colaboração da população é um fator determinante para o sucesso das investigações. Qualquer informação que leve ao paradeiro dos autores ou detalhes do caso pode ser repassada de forma totalmente anônima:

WhatsApp (Denúncias SIG): (67) 99663-3977

Garantia: A identidade de quem fornecer as informações será mantida em absoluto anonimato.
 

Mulher é executada com tiro de pistola na cabeça em Maracaju; criminoso tentou matar o marido, mas arma falhou
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