Vítima conhecida como "Toinho" foi alvejada com pistola .380; cápsulas encontradas são idênticas às usadas no assassinato de Kátia Chimenes, levantando suspeita de confronto entre facções.
Uma nova tentativa de homicídio registrada no início da tarde desta terça-feira (23), por volta das 12h15, acendeu o alerta das autoridades policiais em Maracaju. O crime ocorreu na Rua João Ferreira de Souza, no Conjunto Fortaleza 2, e as evidências coletadas na cena reforçam a hipótese de uma guerra em andamento entre facções criminosas rivais, com a possibilidade de o mesmo armamento ter sido utilizado em dois atentados em um intervalo de apenas três dias.
O Atentado no Fortaleza 2
A vítima, identificada pelas iniciais A. M. M. V. (26), de vulgo “Toinho”, relatou às autoridades que estava no interior de um veículo Gol, de cor vermelha, tentando fazer o motor funcionar "no tranco" com a ajuda de um amigo, que empurrava o carro. Nesse momento, dois indivíduos em uma motocicleta passaram pelo local. O garupa desceu, caminhou em direção ao veículo e, portando uma pistola, efetuou os disparos.
Populares acionaram o Corpo de Bombeiros via 193. A Unidade de Resgate localizou "Toinho" consciente e orientado, apresentando dois ferimentos graves que transfixaram seu corpo: um no braço esquerdo e outro no pescoço. Ele recebeu os primeiros socorros e foi encaminhado às pressas ao Pronto Socorro local.
Mesma Munição e Suspeita de Mesma Arma
A Polícia Militar isolou a área e a Polícia Civil de Maracaju acionou a perícia criminal de Dourados para realizar os levantamentos técnicos. No local do atentado, os peritos recolheram dois estojos (cápsulas) deflagrados da marca CBC, calibre .380.
O fato que mais chama a atenção dos investigadores é a coincidência material com o crime que chocou a cidade no último sábado (20), quando Kátia Lima Chimenes (36) foi executada com um tiro na cabeça na Vila Juquita. Naquela ocasião, as autoridades também apreenderam cápsulas da mesma marca e do mesmo calibre (.380 CBC). A coincidência levanta a forte suspeita de que a mesma arma de fogo possa ter sido utilizada nos dois crimes.
Investigação e Guerra de Facções
A Polícia Civil já investiga o caso sob a linha de que os crimes possuem forte vínculo entre si. Embora a polícia ainda não afirme categoricamente se os atentados possuem o mesmo fundamento centralizado na disputa por territórios entre duas facções criminosas que atuam na região, a dinâmica de execuções sumárias encomendadas e o uso do mesmo tipo de armamento fortalecem essa tese nos bastidores da investigação. O exame de balística será crucial para apontar se os projéteis saíram do mesmo cano.
Como colaborar (Sigilo Absoluto)
O Setor de Investigações Gerais (SIG) segue em diligências em busca de imagens de câmeras de segurança e conta com o apoio da comunidade para frear a onda de violência. Qualquer informação sobre os autores pode ser repassada de forma 100% anônima:
WhatsApp (Denúncias SIG): (67) 99663-3977
Garantia: A identidade e o número de quem fornecer as informações serão mantidos em absoluto anonimato.
O MaracajuSpeed acompanha o caso, e em breve retornamos com novas notícias e detalhamento sobre o fato.













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