Defesa da mulher, no entanto, defende que ela é inocente. De acordo com a denúncia, ela registrou um falso sequestro na Polícia Civil para tentar enganar as investigações.
O Ministério Público do Estado de Goiás afirmou nesta segunda-feira (9) que "existem fortes indícios" de que a a operadora de caixa Jeannie da Silva de Oliveira mandou o namorado o estoquista Renato Carvalho Lima, matar o filho, Antônyo Jorge Ferreira da Silva, de 9 anos, mais conhecido como Jorginho. De acordo com o processo, o garoto foi morto asfixiado pelo padrasto, que colocou o corpo em uma caixa e abandonou em um matagal, em Goiânia. A defesa da mãe, no entanto, alega que ela é inocente.
Durante a audiência de instrução nesta tarde, foram ouvidas seis testemunhas. De acordo com o promotor Marcelo Faria, existem fortes elementos do envolvimento dos dois no crime. "Ela foi a mandante e ele, o executor. Ela foi muito fria durante o desaparecimento do filho e só registrou o caso na polícia dois dias depois, por insistência de familiares", explicou. O promotor defende que os dois sejam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado.
De acordo com a denúncia, o crime foi motivado por um motivo fútil. "Consta no processo que a mãe estava doente e enfrentaria um longo tratamento e, por isso, não teria, não queria, continuar cuidando do filho e arquitetou toda a morte, que foi executada pelo namorado", disse o promotor.
Para a defesa de Jeannie, no entanto, ela é inocente. "Todas as testemunhas falaram que ela não tem envolvimento no crime. Então acreditamos na absolvição dela", explicou a advogada Rosângela Borges de Freitas.
Já o advogado que representa Renato disse apenas que o cliente confessou o crime e que não tinha outras informações sobre o caso para passar no momento.
Os acusados não foram ouvidos nesta audiência. Ainda resta uma testemunha de defesa para ser ouvida que não compareceu a essa sessão e será ouvida em outra data, junto com o casal.
Testemunhas
Nesta tarde foram ouvidas sete testemunhas: seis de defesa e uma de acusação, o chaveiro Denilson Ferreira Cardoso. Ele foi contratado por Renato para abrir a porta da casa de Jeannie, onde a vítima estava. Ele ficou frente a frente com o padrasto de Jorginho pela primeira vez depois do crime. Emocionado, disse que a sensação foi muito ruim. "Não tenho nem palavras para descrever. Passa um filme na cabeça. Parece até um monstro que está na sua frente", disse.
Ele disse que, durante a audiência, contou novamente que foi contratado por Renato para abrir a porta da casa após o acusado dizer que tinha perdido a chave. "Você acaba estando no meio desse crime sem nem saber de nada. É muito ruim a situação", completou.
Já as cinco testemunhas de defesa foram ouvidas e saíram sem querer falar com a imprensa.
Morte
O crime aconteceu no dia 19 de maio, no Setor Nunes de Morais. Renato confessou o crime que matou Jorginho estrangulado e alegou que agiu a pedido de Jeannie, que nega participação no assassinato. Porém, no domingo (21), os dois foram até a Polícia Civil para registrar um falso desaparecimento. A mãe afirmou à Polícia Civil que o filho tinha sido sequestrado. “Segundo a mãe, o filho tinha sido levado por traficantes por uma dívida de R$ 850 do companheiro. Porém, questionado, o padrasto não soube informar para quem ele devia e nem como tinha contraído aquela dívida”, disse o delegado Valdemir Pereira.
Como as versões apresentadas eram contraditórias, o casal passou a ser suspeito do crime. O mesmo dia, o padrasto confessou o crime e ele e mulher foram presos. No dia 6 de junho, os dois foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsa comunicação de crime.
Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram Renato explicando que matou Jorginho asfixiado e colocou o corpo em uma caixa de papelão. Em seguida, abandonou em uma matagal. “Passei um lençol no pescoço dele, abracei e dei um mata-leão, enforquei até ele ficar sem ar”, disse na gravação. Em outros vídeos, o padrasto aparece a caminho do chaveiro e volta passeando com o enteado em direção ao local onde ele foi morto.













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