Irmão de Oruam também foi alvo da ação no Rio de Janeiro

Mulher de Marcinho VP, preso em Campo Grande, é alvo de operação contra o CV

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira (29) mais uma fase da Operação Contenção, contra a célula financeira do Comando Vermelho. Márcia Nepomunceno, mãe do cantor Oruam, foi alvo da operação. Marcinho VP, pai de Oruam, está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande.

 

O irmão de Oruam, Lucas Santos Nepomuceno, também foi alvo da polícia. A ação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. 

Conforme informações, a investigação já tem mais de 1 ano. Ainda segundo informações, o grupo atuaria na movimentação, ocultação e reinserção de dinheiro do tráfico no sistema financeiro formal. Foi identificado um esquema estruturado de lavagem, com uso de contas de terceiros para fragmentar valores e dificultar o rastreamento. 


 

Segundo o Metrópoles, os recursos eram utilizados para pagamento de despesas, aquisição de bens e ocultação patrimonial. Também foram detectadas movimentações incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos.

A polícia identificou ainda diálogos entre integrantes do grupo e lideranças do Comando Vermelho, incluindo Carlos Costa Neves, o “Gardenal”.

Desde o início das ações, já são mais de 300 presos, além de apreensões de armas e munições em larga escala. 

Marcinho VP preso em Campo Grande 
Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, está preso há 29 anos e atualmente está no Presídio Federal de Campo Grande. VP está preso desde agosto de 1996 e recebeu pena de 36 anos por homicídio e esquartejamento de dois rivais. No entanto, acionou a Justiça do Rio de Janeiro, nos últimos dias, alegando ser alvo de “condenação midiática”. 

Conforme informações, a defesa de Marcinho VP acionou a Justiça contra o ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi e também contra o Estado do Rio de Janeiro. Na ação, os advogados alegam que apontar Marcinho como líder do Comando Vermelho foi um título construído sem provas.

A recente ação se baseia em um documento expedido pelo Presídio Federal de Campo Grande. O documento alega não existir investigações, sindicância ou relatório que relacionem Marcinho VP a crimes cometidos fora do sistema penitenciário. Isto é, não há argumento que comprove atuação de Marcinho como mandante de crimes, visto que ele está preso.

A defesa afirma que o então secretário Felipe Curi associou Marcinho VP a crimes fora do sistema prisional e o apontou como líder da facção e por manter a criminalidade pelo Brasil. Entretanto, ressalta que não há provas dessa afirmação e que o ex-secretário abusou da autoridade.

No processo, a defesa alega que tais acusações causaram danos à imagem e dignidade de Marcinho VP. Afirmou ainda que a situação atingiu familiares, por reforçar uma imagem que não corresponde a Marcinho. A defesa pede indenização por danos morais no valor mínimo de R$ 100 mil.