O MDB em Mato Grosso do Sul, partido que já teve na ministra Simone Tebet uma de suas principais lideranças, agora trabalha para que ela dispute as eleições longe do estado, cenário que pode culminar até mesmo em sua saída da legenda.
A sigla não planeja lançar candidatos próprios ao governo, ao Senado ou à Câmara Federal em MS. Tebet seria a opção natural para o Senado, candidatura que tradicionalmente puxa votos para deputados, mas, no atual contexto, os pré-candidatos ao legislativo preferem vê-la fora da disputa estadual.
O motivo não é pessoal, mas político: a estreita proximidade da ministra com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os pré-candidatos do MDB avaliam que a aliança com o PT seria eleitoralmente danosa no estado, de perfil majoritariamente conservador. Deputados como Júnior Mochi e Márcio Fernandes já sinalizaram que podem deixar o partido caso Simone seja a candidata de Lula ao Senado por MS.
Atualmente, o MDB local projeta eleger entre quatro e cinco deputados estaduais, contando com nomes como o ex-governador André Puccinelli, três parlamentares na Assembleia e ex-deputados como Akira Otsubo e Eduardo Rocha, marido de Simone. Com Tebet na chapa, a previsão é de uma fuga de candidaturas e um desempenho reduzido, com a possibilidade de eleger apenas dois ou, no máximo, três estaduais.
Simone já recebeu do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, a garantia de que terá vaga se quiser concorrer ao Senado por Mato Grosso do Sul. No entanto, a decisão final não depende apenas dela. Conforme apurado, a ministra se reunirá com Lula no final deste mês para definir seu destino eleitoral e terá dificuldade em convencê-lo a permitir que dispute no estado sul-mato-grossense.
Pressão por São Paulo e possível troca de sigla
A ministra aparece bem posicionada nas pesquisas em São Paulo, seja para o Senado ou o governo, o que atrai o grupo palaciano de Lula. Eles veem em Tebet uma peça-chave para fortalecer o palanque do presidente no maior colégio eleitoral do país.
Caso Lula decida que ela deverá concorrer por São Paulo, a mudança de partido se torna altamente provável. No estado, o MDB pretende apoiar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e não tem simpatia por uma candidatura alinhada ao Planalto. O tamanho do colégio eleitoral também dificultaria à ministra impor sua candidatura dentro da sigla, abrindo caminho para sua saída.
O destino mais cotado em caso de desfiliação é o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Simone já declarou que prefere permanecer no MDB, mas também afirmou que atenderá ao desejo de Lula, o que pode levá-la a mudar de legenda em defesa da reeleição.
O futuro político de Simone Tebet, tanto em relação ao partido quanto ao estado onde concorrerá, será definido após sua conversa com o presidente. O prazo final para qualquer decisão é 4 de abril, data que marca o fim do período para mudanças de sigla e de domicílio eleitoral.











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