Município fará auditoria em contratos de empreiteira investigada

Justiça autoriza acesso da prefeitura à investigação sobre fraude em tapa-buraco

A Justiça autorizou a prefeitura de Campo Grande a ter acesso a todos os documentos da investigação do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) sobre o esquema de fraude no serviço de tapa-buraco. Uma operação na semana passada prendeu sete pessoas.

Em despacho, a juíza do Núcleo de Garantias, May Melke Amaral Penteado Siravegna, deferiu o pedido da PGM (Procuradoria-Geral do Município). O processo continua sob sigilo externo, ou seja, apenas advogados, promotores e agora a PGM têm acesso aos autos.

A prefeitura havia pedido acesso ao caso logo após a Operação Buraco sem Fim. Além disso, a prefeita Adriane Lopes (PP) determinou que a CGM (Controladoria-Geral do Município) faça uma auditoria nos contratos.


 

“Todas as medidas cabíveis diante dos fatos foram tomadas, para que as pessoas que foram acusadas tenham tempo para poder se defender das acusações. Nós estamos com a Controladoria-Geral do Município fazendo um trabalho. Ela vai auditar todos os contratos em parceria, levando as informações ao Ministério Público de todas as ações dentro da secretaria”, declarou Adriane.

Operação Buraco sem Fim
Em 12 de maio de 2026, o MPMS deflagrou a Operação Buraco sem Fim, cumprindo sete mandados de prisão e dez de busca e apreensão em Campo Grande, contra um esquema de fraude no serviço de tapa-buracos.

 
 

Foram presos Rudi Fiorese, ex-secretário municipal de Infraestrutura; Mehdi Talayeh, ex-superintendente de Serviços Públicos da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos); Edivaldo Aquino Pereira, ex-gerente de Manutenção de Vias da Sisep; Fernando de Souza Oliveira, ex-servidor da Sisep; Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula, ex-servidor da Sisep; Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa, engenheiro civil e filho de Antonio Roberto.

A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos.

Os promotores descobriram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais.