A doença já atinge 54,1% do total registrado na década, apresentando 11,5 mil casos prováveis em menos de cinco meses

Com 17 mortes por chikungunya, Mato Grosso do Sul bate recorde da série histórica

Apenas nos primeiros quatro meses de 2026, 17 pessoas morreram por chikungunya em Mato Grosso do Sul. O número é igual ao registrado em todo o ano passado — a maior quantidade de mortes pela doença em um ano na história do Estado.

A última morte, confirmada na quinta-feira (14), foi de um homem de 43 anos, morador de Douradina. As outras foram registradas em Dourados (11), Bonito (2), Jardim (2) e Fátima do Sul (1). Além de pessoas com comorbidades, idosos e bebês estão no grupo de risco para chikungunya. 

Em 2015, morreu uma pessoa por chikungunya no Estado. Em seguida, 2018 e 2023 registraram três mortes cada ano. Já em 2024, mais um óbito ocorreu em MS. O ano seguinte teve explosão da doença, com 17 óbitos registrados. Os dados de 2026 representam 68% das mortes registradas na última década.

 
 

Além disso, Mato Grosso do Sul chega a 11.521 casos prováveis em 2026. No ano passado, foram 14,1 mil casos de chikungunya no Estado — ou seja, o registrado em 2026 já corresponde a 81,4% dos casos de todo o ano anterior. Na década, foram 21,2 mil casos, o que representa 54,1% dos números deste ano.

Por que aumentou?
A SES observa o aumento de casos desde 2023, quando houve epidemia de chikungunya no Paraguai. Segundo a pasta, foi assim que a circulação viral se intensificou na região de fronteira. Esta foi justamente a região onde a epidemia começou a se acentuar neste ano.