Militar disse que reagiu ao perceber que seria assaltado, segundo o boletim de ocorrência. Família do rapaz diz que ele não tem ligação com qualquer crime.

Jovem é baleado por policial militar ao voltar de igreja
Marcos Henrique Rodrigues foi baleado por PM quando voltava de igreja / Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O jovem Marcos Henrique Rodrigues, de 22 anos, foi baleado por um policial militar na noite de domingo (10) quando voltava da igreja de carro com amigos no setor Vale do Araguaia, em Goiânia. Testemunhas contam que o agente saiu de casa atirando em direção ao rumo do grupo. No boletim de ocorrência, o PM informou que percebeu que seria vítima de um assalto e reagiu.

Marcos estava sentado no banco traseiro do veículo deixando um amigo em casa quando foi atingido por um tiro. O motorista do veículo disse que estava fazendo uma manobra na rua sem saída quando o fato aconteceu.

“Esse policial saiu de dentro da casa e efetuou quatro disparos para o rumo de uma mata que tem lá na frente e parou. Quando nós terminamos de passar o carro, ele começou os disparos para o rumo do carro. Na hora a gente ficou bastante assustado”, disse o homem, que não quis se identificar.

O policial militar informou no boletim de ocorrência que saia da casa de um parente da esposa quando dois veículos pararam de uma vez e percebeu que seria vítima de assalto.

Ele atirou em direção ao solo e notou que pelo menos dois ocupantes de um dos carros estavam armados. Assim, segundo consta no relato, “efetuou mais seis disparos que foram revidados pelos elementos que, em seguida, evadiram tomando rumo ignorado”.

A assessoria da Polícia Militar informou que o militar foi conduzido até a Central de Flagrantes, onde foi ouvido e, em seguida, liberado. A corporação informou também que será instaurada uma investigação para apurar o caso.

O jovem está internado na UTI do Hospital de Urgências de Goiânia em estado grave e respirando com ajuda de aparelhos.

A família diz que nenhum dos jovens que estavam no veículo tem envolvimento com qualquer ação criminosa. “Os jovens que foram atrás da delegacia, se eles fossem bandidos, eles não tinham ido, tinham deixado por isso mesmo. Enquanto eu tiver vida, eu vou atrás de justiça”, disse uma familiar que não quis se identificar.

O caso será transferido para o 23º Distrito Policial de Goiânia, mas o inquérito ainda não chegou à unidade.