Buscando garantir a sobrevivência do PSDB em Mato Grosso do Sul, os deputados federais Geraldo Resende e Dagoberto Nogueira comunicaram ao presidente nacional, Aécio Neves, nesta terça-feira (17), a permanência da dupla no ninho tucano.

Geraldo e Dagoberto dizem que ficam e PSDB ganha sobrevida enquanto definha em MS
/ Foto: Dagoberto e Geraldo Resende comunicaram permanência a Aécio Neves. (Foto: Reprodução)

Buscando garantir a sobrevivência do PSDB em Mato Grosso do Sul, os deputados federais Geraldo Resende e Dagoberto Nogueira comunicaram ao presidente nacional, Aécio Neves, nesta terça-feira (17), a permanência da dupla no ninho tucano. Os dois vão cumprir o acordo firmado com o governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL). 

O atual presidente regional do partido, deputado federal Beto Pereira, está de malas prontas para se filiar ao Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Com isso, Geraldo Resende deve assumir o comando do PSDB de MS.

Resende é vice-presidente e aguarda a saída oficial de Beto para assumir a presidência. “O que é normal, na vacância do cargo de presidente o vice assume”, resume. A atual diretoria regional tem mandato até dezembro deste ano, conforme registrado na Justiça Eleitoral.

 
Geraldo vai assumir um partido em franca decadência após governar o Estado por três mandatos e ter, até o final do ano passado, o maior número de prefeitos. O jogo começou a virar com a ascensão do bolsonarismo e os eleitores conservadores passarem a optar por candidatos da direita mais radical. 

Riedel deixou o ninho tucano para se juntar ao PP da senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro (PL); enquanto Reinaldo se filiou ao Partido Liberal, em acordo com o ex-presidente da República.

Os últimos resquícios do poder do PSDB em MS estão na bancada do partido na Assembleia Legislativa, que conta com seis deputados estaduais, e na presidência da Câmara Municipal de Campo Grande, com o vereador Epaminondas Vicente Neto, o Papy.

No entanto, o partido deve sofrer uma debandada no legislativo estadual, com a saída de Jamilson Name, Paulo Corrêa, Mara Caseiro e Zé Teixeira. A mudança no comando do ninho ainda deve gerar atrito com os demais parlamentares tucanos, Lia Nogueira e Pedro Arlei Caravina.

Apesar disso, Geraldo Resende relata que pretende ter um “mandato coletivo, com todo mundo ajudando” e que as articulações para as eleições deste ano já estão em andamento.

“A articulação já está sendo feita. A gente está vendo quem vai sair, quem vai ficar. Chamando potenciais candidatos a deputados estaduais e federais. Não só queremos renovar os mandatos, mas a possibilidade de fazer um terceiro deputado federal. Ver quantos deputados estaduais nós podemos construir nessa chapa”, explica o deputado federal.

Resende diz que a “missão” de continuar no partido ocorre em respeito ao acordo com as lideranças nacionais, além de Riedel, Reinaldo e figuras históricas do PSDB do Mato Grosso do Sul, como a ex-senadora Marisa Serrano.

“O partido tem uma das histórias mais bonitas e uma das maiores contribuições ao país. Então a história do PSDB não pode de forma nenhuma ser perdida. A gente tem que reconstruir o partido”, afirma Geraldo.