O atestado de óbito de Ana Íris, que tinha 12 anos, foi liberado na última sexta. Velório está marcado para as 10h30 no Cemitério de Taguatinga.
A menina Ana Íris, estuprada e morta pelo primo aos 12 anos em setembro será velada neste domingo (15) no Cemitério de Taguatinga, no Distrito Federal, um mês após o crime. O velório começou por volta das 9h30 na Capela 5 e o enterro está previsto para as 10h30.
O Instituto Médico Legal (IML) liberou o atestado de óbito na última sexta-feira (13) e foi recolhido pela mãe da menina no dia seguinte. Até então, a família havia informado que precisava de ajuda para arcar com os custos do velório.
Relembre
A menina foi encontrada morta cerca de duas semanas após ter desaparecido em um matagal em Samambaia, na região conhecida como Morro do Macaco, que fica próximo à casa da família. Ela havia sumido depois de sair com os quatro irmãos para ir até a casa da avó, na mesma rua onde morava.
Um primo da menina, de 16 anos, confessou o assassinato um dia após a Polícia Civil encontrar o corpo dela – o rapaz quase foi linchado por parentes da vítima, que bateram e desferiram golpes de facão na cabeça dele.
Segundo a Delegacia de Repressão a Sequestro (DRS), que investiga o assassinato de Ana Íris, "em entrevista e diante dos elementos colhidos, o adolescente confirmou o fato". De acordo com os policiais, a menina foi morta por asfixia, mas o suspeito não teria revelado o motivo do crime.
"É um caso típico de predador sexual", afirmou ao G1 o diretor da Divisão de Repressão a Sequestros da Polícia Civil, delegado Leandro Ritt. Segundo ele, o jovem confessou o homicídio, mas negou que tivesse estuprado a vítima por "medo de represálias". O caso será tratado como feminicídio.
Investigação
De acordo com as investigações, há indícios de que Ana Íris foi morta em até 48 horas após o desaparecimento. O corpo foi encontrado em estágio avançado de decomposição e a polícia acredita que o adolescente agiu sozinho com um golpe "mata leão".
A Polícia Civil já investigava o primo da menina, considerado suspeito desde que foi visto visto por um carroceiro na madrugada do dia 12 de setembro, caminhando pelo mesmo matagal onde o corpo da criança foi encontrado.
A testemunha disse que desconfiou do comportamento do adolescente, "apressado e agindo de forma estranha". Familiares disseram à polícia que não notaram um comportamento diferente do jovem em relação à prima. Apesar disso, afirmaram que um tio já tinha alertado sobre a necessidade de "manter maior distância entre os dois".













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