Eles anexavam cópias de comprovantes bancários nos processos acreditando que não havia nenhuma conferência. Prejuízo chega a R$ 100 mil.

Dupla é suspeita de fraudar pagamento de 600 processos de cadastro de autoescolas no Detran
Polícia diz que pagamentos de 600 processos do Detran foram fraudados / Foto: Vitor Santana/G1

Dois homens, de 32 e 63 anos são suspeitos de fraudar o pagamento de 600 processos de cadastramento e recadastramento de autoescolas junto ao Departamento Nacional de Trânsito (Detran), em Goiás. Segundo a polícia. Eles anexavam cópias de comprovantes bancários de débitos já quitados junto aos documentos acreditando que não haveria nenhuma conferência. O prejuízo chega a R$ 100 mil.

José Wanderson dos Anjos Arruda foi preso na terça-feira (26) após cerca de três meses de investigação, que começou após o Detran identificar a fraude.

"Ele e o dono de um escritório que fazia esse tipo de serviço perceberam que não havia comunicação entre o sistema do banco e do Detran. Com isso, recebiam o dinheiro dos Centros de Formação de Condutores (CFC), montavam o processo é anexavam cópias do comprovante de pagamento de outros processos achando que aquilo nunca seria verificado. Porém, há sim uma conferência. Lenta, mas há. Quando o Detran começou a perceber a fraude, fez a denúncia na delegacia", explicou a delegada Mayana Rezende.

Eles agiram durante cerca de seis meses, entre 2016 e 2017. De acordo com a polícia, os CFCs que contratavam a empresa não tinham conhecimento do golpe. “Os dois recebiam o valor de R$ 160, que era referente ao boleto e a uma taxa cobrada pela empresa e dividiam entre os dois”, explicou a delegada.

Divino Alves da Silva, de 63 anos, é apontado pela polícia como dono da empresa que fazia as fraudes. Ele foi preso no dia 14 de setembro em Brasília, suspeito de outras fraudes. Agora, a polícia também vai pedir um mandado de prisão contra ele pelo golpe contra o Detran. Os dois suspeitos vão responder por estelionato.

Em nota, o Detran reforçou que a fraude foi identificada por eles e que exigirá o pagamento das taxas não quitadas. Caso os CFCs não façam o pagamento, podem ser descredenciados. O órgão não explicou se estuda corrigir a falha de conexão entre as instituições financeiras e o departamento.

O G1 entrou em contato com a Associação Dos Centros de Formação de Condutores do Estado de Goiás (Ascefego), mas nenhum representante foi localizado para comentar a fraude.