O dólar iniciou esta sexta-feira em leve queda, cotado a R$ 5,128, na última sessão de uma semana marcada por decisões de juros, no Brasil e nos Estados Unidos, e por reações dos agentes econômicos a anúncios de medidas econômicas pelo governo brasileiro.
O que aconteceu
Dólar abre negócios nesta sexta-feira em leve queda ante real no Brasil. A moeda americana era cotada no comercial para venda a R$ 5,128, variação de 0,19% ante fechamento de ontem, quando a divisa subiu ante a brasileira.
Ontem, moeda americana fechou em baixa após fortes oscilações. O dólar começou o dia cotado no comercial para venda a R$ 5,13, variação de menos 0,33% ante o fechamento de ontem, mas passo.
Virada ocorreu após anúncio de reajuste do Bolsa Família. O piso do programa, que é de R$ 600, passa para R$ 691, uma variação de 15%. A medida não estaria no radar do mercado e foi vista como um fator adicional de pressão fiscal, por representar aumento de despesas tanto para este quanto para o próximo ano.
Banco Central atua no mercado hoje. O BC anunciou dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra no valor total de até US$ 1 bilhão, segundo comunicado divulgado pela autarquia ontem. As propostas serão acolhidas das 10h30 às 10h35. As operações de venda do BC serão liquidadas em 22 de setembro. Já as operações de compra estão divididas em duas datas: para o leilão A, a recompra ocorrerá em 2 de fevereiro de 2027, enquanto para o leilão B, a recompra se dará em 2 de abril de 2027.
Agentes econômicos fazem apostas para próximos movimentos de juros após decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. No mercado americano, onde o Fed (Federal Reserve) elevou a taxa de referência em 0,25 ponto percentual, prevalece a expectativa de novos aumentos da taxa.
No Brasil, onde o Banco Central reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, há duas correntes de apostas para os juros. Um grupo parte prevê que o Copom manterá a Selic em 13,75% ao ano até o fim de 2026 para proteger o real da alta de juros nos Estados Unidos. Outra parte aposta na continuidade da flexibilização monetária porque o próprio Banco Central teria reconhecido que o enfraquecimento da atividade econômica está se espalhando pelo Brasil.
No exterior, Bolsas têm rumo indefinido com alta de juros no Japão e petróleo em queda. O mercado financeiro mundial registra rumos indefinidos nesta sexta-feira (18). Enquanto os índices asiáticos subiram após a elevação dos juros no Japão ao maior patamar em 31 anos, os mercados europeus apresentam queda generalizada. Em Wall Street, os índices sobem antes da abertura dos negócios, estimulados pela alta das ações de tecnologia e a queda de preço do petróleo.
Nas Bolsa, investidores ajustam carteiras considerando novos cenários para os juros no Brasil e nos Estados Unidos. Ontem, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 fechou em alta de 0,24%, aos 185.992 pontos, também em uma sessão marcada por forte volatilidade gerada pelo anúncio de aumento do Bolsa Família.













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