Banco Central atuou hoje no mercado de câmbio.

Dólar ronda R$ 5,10 e Bolsa reage, com petróleo a US$ 107 e juros no radar
Mercado de câmbio opera hoje influenciado por alta do petróleo, que cria pressões inflacionárias; no Brasil, governo reduziu impostos sobre combustíveis e Petrobras reajustou preço da gasolina. / Foto: Getty Images

O órgão fez leilões simultâneos, sendo uma venda à vista de US$ 1 bilhão e uma operação de swap cambial reverso, também no valor de US$ 1 bilhão. A operação à vista injetou moeda americana no mercado hoje, enquanto o swap cambial representou uma compra es no mercado futuro pelo Banco Central.

Já no exterior, preço do petróleo segue em alta firme e alimenta aversão a risco na Bolsas.

Petróleo acelera viés de alta e bate US$ 107. O contrato futuro para o barril do tipo Brent subia 6% às 13h20 (horário de Brasília), negociado a US$ 107,22, maior cotação em fechamento desde 17 de maio. O avanço mantém o barril acima do patamar de US$ 100, que voltou a ser superado com a escalada de tensões no Oriente Médio.

Novas ações impactam mais um ponto de logística da indústria petrolífera. Forças ligadas ai Irã e aos houthis atacaram e assumira hoje o porto de Mokha, que estava sob controle do governo do Iêmen, e que vem servindo de alternativa ao Estreito de Hormuz como rota dos petroleiros. Em retaliação, governo saudita ordenou ataques aéreos, espalhando a guerra na região. Analistas apontam que a alta reflete a intensificação das tensões e o temor de interrupções no fornecimento.

Petróleo caro aumenta risco de inflação, apontam economistas. Hoje, investidores reagem à decisão do BCE (Banco Central Europeu) de elevar a para a taxa de juros de referência da Zona do Euro em 0,25 ponto percentual, a 2,25%. O órgão citou necessidade de responder aos reajustes de preços na economia europeia provocados pelo encarecimento dos combustíveis.

Com decisão e juros no radar, mercado reage a indicadores de preços e emprego nos Estados Unidos. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,4% em agosto ante julho, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira, pelo Departamento do Trabalho do país. Na comparação anual, o PPI avançou 5,4% em agosto, em linha com projeções de analistas consultados pela FactSet. Já o total de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu 1 mil na semana encerrada em 5 de setembro, para 206 mil, abaixo do esperado por analistas, que previam 208 mil solicitações.