Justiça libera cotas de empresário, mas mantém penhora de imóveis.

 Dívida de R$ 76 mi: Justiça libera cotas de megaempresário

O Tribunal de Justiça do Paraná decidiu aliviar parte das restrições contra o empresário Wajdi Ibrahim El-Haouli em ação ligada a uma dívida milionária.

O desembargador Alberto Junior Veloso determinou o levantamento da penhora das cotas que o empresário possui na Terra Investimentos. No entanto, a Justiça manteve o bloqueio de imóveis avaliados em cerca de R$ 81,3 milhões.

Segundo o processo, a dívida cobrada contra Wajdi Ibrahim soma aproximadamente R$ 76,8 milhões em valores atualizados.

Além disso, o magistrado considerou que a manutenção da penhora sobre as cotas poderia gerar riscos à operação da empresa. Isso porque a medida poderia afetar a confiança do mercado e provocar a saída de recursos.

A defesa do empresário argumentou que a repercussão do caso trouxe insegurança a clientes e parceiros. Dessa forma, poderia comprometer a credibilidade da instituição no mercado de capitais.

Wajdi Ibrahim é sócio majoritário e presidente do conselho da Terra Investimentos, com cerca de 65% de participação na empresa. Por fim, a companhia afirmou que o processo não impacta suas operações. Segundo a empresa, as atividades seguem normalmente, sem efeitos sobre liquidez ou gestão.

O Tribunal de Justiça do Paraná determinou o bloqueio das cotas do empresário Wajdi Ibrahim El-Haouli na Terra Investimentos por conta de uma dívida milionária. A decisão saiu em 12 de fevereiro e considera um débito que soma R$ 76,8 milhões em valores atualizados.

Wajdi Ibrahim é sócio majoritário e preside o conselho da Terra Investimentos. Ele detém 65% da empresa, participação avaliada em cerca de R$ 60,1 milhões. Assim, a Justiça determinou a penhora integral desse valor.

Além disso, o juiz Jamil Riechi Filho destacou que os imóveis indicados como garantia apresentam baixa liquidez. Segundo ele, esse fator dificulta a execução da dívida.

O magistrado explicou que a venda desses bens exige processos mais complexos. Por exemplo, pode haver leilões públicos e risco de arrematação por valores inferiores à avaliação inicial.

Enquanto isso, a Terra Investimentos mantém atuação relevante no mercado financeiro. A empresa surgiu em 2000 como corretora de produtos agrícolas. Posteriormente, em 2010, o Grupo Ibrahim adquiriu a companhia. Já em 2015, a instituição passou a operar como distribuidora de títulos e valores mobiliários.

Mais recentemente, em 2024, o Banco Central do Brasil autorizou a empresa a atuar também como corretora de câmbio.

Ao final de 2024, a Terra Investimentos somava R$ 2,6 bilhões sob custódia e R$ 3,14 bilhões em recursos administrados. Além disso, a base ultrapassava 50 mil contas e 11 fundos sob gestão.