Plano prevê aumento do efetivo policial e troca de informações com a Polícia Federal brasileira após onda de assassinatos atribuída a organizações criminosas.
A Bolívia lançou na quinta-feira (13) um novo plano de segurança para reforçar suas fronteiras e combater o avanço de organizações criminosas brasileiras envolvidas principalmente com o narcotráfico. A iniciativa foi apresentada em Guayaramerín, cidade boliviana localizada na fronteira com o Brasil.
Segundo as autoridades bolivianas, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) disputam corredores utilizados para o tráfico de cocaína, situação que estaria provocando uma escalada da violência em regiões fronteiriças. Os grupos estão marcando forte presença em mato Grosso do Sul, fronteira com a Bolívia.
O governo boliviano atribui a grupos criminosos uma série de dez assassinatos cometidos por pistoleiros nas últimas semanas. A sequência de execuções chamou a atenção das autoridades por ser considerada incomum no país.
Batizado de Fronteiras Seguras, o plano prevê aumento da presença policial nas regiões limítrofes e maior integração entre as forças de segurança. Também está prevista uma troca tática de informações de inteligência com a Polícia Federal brasileira.
A estratégia contempla ainda cooperação entre os dois países para localizar e capturar criminosos que utilizem a extensa faixa de fronteira para fugir das autoridades.
Dados oficiais apontam que, desde que Rodrigo Paz assumiu a Presidência, em novembro de 2025, 17 líderes ligados a organizações criminosas internacionais foram presos e expulsos do território boliviano.
O combate ao narcotráfico representa um dos principais desafios de segurança na região. A Bolívia é apontada pela Organização das Nações Unidas como o terceiro maior produtor mundial de cocaína, atrás de Colômbia e Peru.













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