Presidente dos EUA afirma que acredita em acordo após a eleição de meio de mandato e que Teerã nunca terá arma nuclear; ele diz que o regime iraniano deixou de ser o “valentão” do Oriente Médio

Trump diz à ONU que tem “grande decisão” sobre o Irã: acordo ou aniquilação
Presidente dos EUA afirma que acredita em acordo após a eleição de meio de mandato e que Teerã nunca terá arma nuclear; ele diz que o regime iraniano deixou de ser o “valentão” do Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem uma “grande decisão” a tomar em relação à guerra contra o Irã. Segundo ele, a escolha é entre um acordo que permita ao país se reconstruir ou a aniquilação da República Islâmica.

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“Um acordo será feito com o Irã que lhes permita reconstruir e criar um país muito maior do que jamais foi antes? Talvez um dos maiores do Oriente Médio ou até do mundo. Ou eu aniquilo a República Islâmica e faço isso rapidamente, nunca lhes dando a chance de matar e destruir pessoas e países novamente?”, declarou Trump.

O presidente americano afirmou acreditar que o acordo será fechado logo após a eleição. “Acredito que faremos um acordo logo após a eleição, porque não faz sentido para eles não fazerem”, disse. “Eles estão esperando para ver como eu me saio na eleição de meio de mandato. O que eles não percebem é que eu não estou concorrendo. Eu já fiz isso e venci de forma esmagadora.”

Trump acrescentou que estará no cargo por mais dois anos e meio e que ajudará o Partido Republicano, mas que não é candidato. “Não dei absolutamente nenhuma credibilidade e não darei credibilidade à eleição quando se trata do Irã. Isso nem passa pela minha cabeça. A única coisa que passa é que o Irã nunca terá uma arma nuclear”, afirmou.

“Grande erro” do regime iraniano

Trump disse que o regime iraniano cometeu um “grande erro” ao não aceitar sua oferta de “cooperação econômica total em troca do fim do programa nuclear e do apoio ao terror”. “Ao assumir o cargo no ano passado, abri imediatamente negociações, mas eles recusaram”, declarou.

“Eles recusaram absolutamente. Foi um grande erro. Então, na Operação Midnight Hammer, os militares dos EUA destruíram seu programa nuclear sob montanhas de escombros. E novamente eu pedi ao Irã que fizesse um acordo. E novamente eles recusaram”, continuou.

Segundo Trump, o regime continuou construindo um vasto arsenal de mísseis e drones que ameaçava a segurança de militares americanos e de todos na região. “Eles também fizeram um míssil capaz de atingir a Europa, e estavam muito orgulhosos disso. Espero que os europeus percebam que o objetivo do Irã era completar sua corrida louca para a bomba nuclear por trás desse escudo de mísseis balísticos convencionais”, disse.

“Se tivessem conseguido, aquele regime perverso estaria livre para espalhar terror e morte para sempre, sabendo que qualquer tentativa de detê-los enfrentaria um arsenal de aniquilação nuclear”, acrescentou.

“Não é mais o valentão do Oriente Médio”

Trump afirmou aos líderes mundiais que o Irã, o “principal patrocinador do terror”, não é mais o valentão do Oriente Médio. “Como presidente da nação mais extraordinária da história, não tenho interesse em deixar perigos crescerem para outro dia. Não acredito em deixar problemas se agravarem. Eles só se tornam mais difíceis de resolver. Então, enquanto outros falaram, eu agi. Enquanto outros falaram de paz, eu fiz a paz. Enquanto outros ignoraram ameaças, eu as enfrentei. Enquanto outros falaram de coragem, a América mostrou. Enquanto outros prometeram força, eu a usei para tornar a América o país mais poderoso do mundo”, declarou.

“Trabalhando com muitas nações nesta sala, estamos resolvendo décadas de desafios intratáveis e estamos resolvendo anos de negócios inacabados. E estamos fazendo isso bem”, prosseguiu.

Ele disse que não há melhor exemplo de perigo que foi deixado ganhar força para prejuízo do mundo do que o “principal patrocinador do terror, a República Islâmica do Irã”. “Por 51 anos, o regime fanático iraniano governou por derramamento de sangue e assassinatos em massa, espalhando morte, carnificina e caos por todo o Oriente Médio e além. Eles eram o valentão do Oriente Médio, mas não são mais o valentão”, afirmou.

“Desde o primeiro dia em que entrei na arena política, tenho sido inabalável. Nunca permitirei que o Irã tenha uma arma nuclear”, concluiu.