A nova taxação é anunciada um dia após o país ser alvo de mais tarifas de 25%

Trump acusa Brasil de usar trabalho forçado e anuncia novo tarifaço de 12,5%

O governo dos Estados Unidos propôs, nesta terça-feira (02), nova tarifa adicional de 12,5% a todos os produtos brasileiros após investigação concluir que o Brasil e outros 53 países falharam e proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A nova taxação é anunciada um dia após o país ser alvo de mais tarifas de 25%. Ambas as decisões são do Escritório de Comércio dos EUA e se baseiam na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Não ficou claro ainda se as duas novas taxas serão somadas aos produtos brasileiros.


 

A acusação dos EUA sobre o Brasil é de que, ao falhar em fiscalizar importação de produtos feitos com trabalho forçado, o país cria uma concorrência desleal global.

A decisão classificou países por grupos. Canadá, México e União Europeia, por exemplo, receberão taxa de 10%, pois possuem regras parciais de fiscalização.

 
 

Já o Brasil, segundo a investigação norte-americana, não possui barreiras legais efetivas para impedir que produtos feitos com trabalho escravo em outros países entrem em nosso território.

Jamieson Greer, representante do USTR, afirmou que a omissão de parceiros comerciais em barrar esses produtos gera uma “vantagem de custo artificial” e força os trabalhadores e empresas americanas a competir em um campo desigual.

Apesar da taxação, o relatório dos EUA reconhece que o Brasil possui ferramentas internas de combate ao problema e cita a famosa ‘lista suja’ do trabalho escravo, mas aponta que a falha é na fiscalização de produtos estrangeiros.