Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul negou mandado de segurança ao ex-deputado Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL).
Com essa decisão, ele perde a chance de voltar à Assembleia Legislativa e pode ser preso a qualquer momento, já que teve mandado de prisão expedido pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado). Neno Razuk é considerado foragido.
O relator, juiz Fernando Bonfim Duque Estrada, se manifestou contra e a corte acompanhou o voto. Para ele, não existe direito liquido e certo que justificasse a suspensão do novo cálculo eleitoral. “Por unanimidade, afastaram a preliminar e no mérito denegaram a insegurança nos termos dos votos do relator e da decisão com o parecer”, disse o relator.
O recurso no TRE apresentado pelo diretório regional do Partido Liberal tentou anular a decisão que determinou a recontagem de votos que tirou o mandato de Neno Razuk. A vaga foi herdada pelo ex-vereador de Campo Grande e ex-diretor-presidente-adjunto do Detran, João César Mattogrosso (PSDB), que voltou à Assembleia a sete meses do encerramento da atual legislatura.
A Justiça Eleitoral anulou 10.782 votos porque Trutis e a Raquelle Lisboa Alves de Souza, ambos do PL, foram condenados pelo desvio de R$ 776 mil nas eleições de 2022, quando concorreram a uma cadeira na Alems. A sentença foi mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral e não cabe mais recurso.
Condenado a mais de 16 anos por comandar organização criminosa, exploração do jogo do bicho e roubos, Neno Razuk, como é conhecido o deputado bolsonarista, perdeu a imunidade parlamentar e foi alvo de pedido de mandado de prisão preventiva pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado).
O juiz José Henrique Kaster Franco, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, decretou a prisão no início deste mês, mas o ex-deputado não foi localizado. Os recursos para derrubar o mandado foram rejeitados no Tribunal de Justiça.













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