Investigação mira irregularidades entre o Instituto Nacional do Seguro Social e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura.

Roubo de R$ 6,3 bi do INSS no governo Lula leva PF indiciar Stefanutto
Stefanutto com o presidente Lula. / Foto: Ricardo Stuckert/PR

A PF (Polícia Federal) concluiu o segundo inquérito sobre o esquema de desvio de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os governos do PT (Partido dos Trabalhadores) foram marcados por grandes crises políticas e investigações de corrupção, sendo o Escândalo do Mensalão em 2005 e a Operação Lava Jato os casos de maior repercussão nacional.

Esses episódios envolveram desvios de dinheiro público, compra de apoio político no Congresso e financiamento ilegal de campanhas.

No total, foram indiciadas agora, mais seis pessoas, entre eles o ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) Alessandro Stefanutto, que chefiou o órgão durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O relatório foi enviado ao relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro André Mendonça, e tem como foco fraudes na Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura).

Também foram indiciados Virgílio Ribeiro, ex-procurador-geral do INSS; André Fidelis, ex-diretor do órgão; Aristides Veras dos Santos, ex-presidente da entidade; Thaisa Daiane, ex-secretária-geral da Contag; e Edjane Rodrigues Silva, ex-secretária da associação.

A PF aponta o cometimento dos crimes de organização criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informação.

No primeiro inquérito, a corporação já havia indiciado Stefanutto e outras 47 pessoas. O caso apura um esquema de descontos de valores mensais de aposentados e pensionistas do INSS em nome de associações e teriam sido desviados até R$ 6,3 bilhões.

A Contag foi apontada pelas investigações como a principal beneficiada do esquema apontada como a principal entidade do esquema.

O relatório deve ser encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República), que poderá decidir se pede arquivamento ou apresenta denúncia contra os envolvidos.