A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), confirmou que a política de contenção de despesas será mantida no próximo ano.
A medida está integrada ao Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF), que será enviado em breve à Câmara Municipal. “Provavelmente o corte deve continuar em 2026. Já faz parte do Plano de Equilíbrio Fiscal. As medidas já foram tomadas com coragem e ousadia”, declarou a gestora nesta segunda-feira (2).
Os cortes, originalmente prorrogados até 28 de fevereiro de 2026 por decreto de outubro de 2025, incluem a redução de 20% nos vencimentos da prefeita e de todo seu primeiro escalão, além da diminuição da jornada de servidores administrativos para seis horas diárias — com exceção de áreas essenciais como saúde e educação.
Medidas de Economia em Vigor
O decreto determina que todos os órgãos municipais reduzam em pelo menos 25% os gastos com água, energia, combustíveis e serviços terceirizados. Foram impostas ainda diversas restrições para contratações e concessão de vantagens pessoais, tais como:
Vedação ao pagamento de horas complementares para professores e à admissão de professores convocados.
Proibição de nomeação em cargos efetivos, contratação por prazo determinado e ampliação de mão de obra terceirizada (exceto para obras).
Suspensão da admissão de novos estagiários, concessão de diárias e pagamento de adicionais noturno ou de local de difícil acesso, salvo para funções com escalas obrigatórias.
Os resultados das economias serão analisados a cada dois meses, podendo as medidas serem reavaliadas ou prorrogadas. Paralelamente, a administração negocia descontos com fornecedores e avalia a “essencialidade” da manutenção de contratos com quem não conceder abatimentos.
Contrapartida: Investimento em Infraestrutura
A manutenção do rigor fiscal está vinculada ao Plano de Equilíbrio Fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional, ao qual o município aderiu em dezembro de 2025. Com a adesão, a Prefeitura garante acesso a R$ 544 milhões para investimentos em infraestrutura e drenagem, beneficiando 33 bairros.
O PEF também autoriza a contratação de um crédito de até R$ 156 milhões neste ano, valor já aprovado pela Câmara Municipal. “Estamos colhendo os frutos da reforma administrativa… Com este documento, que é um divisor de águas, vamos levar asfalto, drenagem e outras melhorias”, afirmou Adriane Lopes, ressaltando o compromisso de equilibrar as contas para viabilizar obras.











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