Os preços de fretes praticados em rotas a partir de Dourados, tiveram alta superior a 30%, segundo dados do Boletim Logístico de Janeiro de 2026
Os preços de fretes praticados em rotas a partir de Dourados, tiveram alta superior a 30%, segundo dados do Boletim Logístico de Janeiro de 2026, divulgado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), nesta segunda-feira, dia 26. Em todo Mato Grosso do Sul, a demanda pelo serviço aumentou no mês passado, que costumava ser mais retraído para o setor.
A pesquisa que monitora as rotas mais relevantes de corredores logísticos do país, apontou que o trecho partindo de Dourados com maior elevação de preço foi com destino a Rio Grande (RS). O valor praticado em dezembro de 2025 atingiu R$ 250 por tonelada, sendo 36% maior do que no mesmo mês de 2024.
Já o trecho até Maringá (PR), passou de R$ 84 para R$ 110 por tonelada transportada, alta de 31% em um ano; e o frete até Paranaguá (PR) que era R$ 160, subiu pra R$ 208, crescimento de 30%.
Houve alta também entre os meses de novembro e dezembro de 2025. O trecho até Rio Grande (RS) subiu 9%, Paranaguá (PR) 6% e Maringá (PR) 5%.
Entre as demais cidades do Estado incluídas na pesquisa, o trecho de Ponta Porã até Santos (SP) foi o que mais teve aumento de preço, atingindo uma alta de 74%. O valor praticado que era R$ 172 em dezembro de 2024, passou para R$ 300 no final do ano passado
Também estão no levantamento as cidades de Chapadão do Sul, Maracaju, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia.
CENÁRIO ESTADUAL
Em relatório, a Conab explica que o aumento das exportações de milho e manutenção de volumes elevados de envio de soja ao exterior, partindo de Mato Grosso do Sul, elevaram de forma significativa a movimentação física de cargas.
“Esse comportamento destoou do padrão histórico do período, tempo em que normalmente se observa retração sazonal da atividade logística em função do encerramento do ano comercial e da transição entre safras”, descreve a Companhia no Boletim.
A resposta para isso pode estar no câmbio. Segundo a Conab, a cotação média do dólar a R$ 5,49, “[...] favoreceu a competitividade das commodities brasileiras no mercado internacional e sustentou o ritmo de escoamento da produção”, tendo pouca variação entre novembro e dezembro.
Mesmo com alta demanda fomentada pela venda ao mercado internacional, a disponibilidade de veículos que é característica da época, teria sido decisiva para manter os preços de frete em equilíbrio no último bimestre de 2025, com ajustes de alta em algumas rotas de média e longa distância, especialmente as voltadas aos corredores de exportação.
Nas rotas de curta distância e no mercado interno, a situação é diferente já que a continuidade de abastecimento de agroindústrias locais e regionais, mantiveram os preços competitivos.
Dados do Comex Stat - sistema oficial para consulta e extração de dados do comércio exterior brasileiro, apontam que Mato Grosso do Sul exportou 296,3 mil toneladas de milho e 254,1 mil toneladas de soja, em dezembro de 2025. Os portos de Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC), Santos (SP) e Rio Grande (RS) foram os que mais receberam essas cargas.
Esse aumento nos fluxos de exportação é considerado pela Conab “substancial” e sinaliza “[...] um desempenho logístico atípico para o período. Essa diferença é ainda mais notável quando se considera que dezembro tende historicamente a registrar menor movimentação de cargas”.











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