Pollon ainda quer que o vice-presidente preste esclarecimentos na Comissão de Segurança Pública
O deputado federal por Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon (PL) protocolou requerimentos repudiando e cobrando esclarecimentos de declarações do vice-Presidente, Geraldo Alckmin (PSB) com relação ao discurso dele sobre acesso legal às armas de fogo.
Alckimin discursou no lançamento do programa federal “Brasil Contra o Crime Organizado”. Ele afirmou que “quanto mais a gente deixar a arma na mão da polícia, melhor será a segurança”, além de associar políticas de ampliação do acesso legal às armas de fogo implementadas no governo anterior ao fortalecimento do crime organizado.
Quanto a isso, Pollon protocolou voto de repúdio a Alckmin em razão da associação genérica entre cidadãos legalmente armados e o abastecimento do crime organizado. Um segundo requerimento, convida o vice-presidente para prestar esclarecimentos na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, acerca das declarações públicas. “No Governo Bolsonaro os índices de homicídio caíram em números superiores a 30% e agora querem tirar de você a única chance de defender a sua vida, a sua família e o seu patrimônio”, disse Pollon.
Ainda conforme o parlamentar, é necessário esclarecer quais estudos, bancos de dados, relatórios periciais, auditorias ou levantamentos oficiais sustentam a alegação de que armas regularmente adquiridas por CACs, colecionadores, atiradores desportivos, caçadores ou cidadãos comuns durante o período de flexibilização normativa tenham efetivamente migrado, em escala relevante, para organizações criminosas. “A narrativa de responsabilização genérica dos cidadãos legalmente armados ignora problemas historicamente reconhecidos relacionados ao tráfico internacional de armas, às fronteiras vulneráveis, ao comércio ilícito transnacional e até mesmo a desvios oriundos de arsenais públicos e decorrentes de furtos, roubos ou corrupção institucional. A simplificação do debate compromete a construção de soluções reais e efetivas para o combate ao crime organizado”.













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