Defesa de suspeito apontado como mandante do crime nega participação e recorre ao STJ.

Polícia procura quatro foragidos por execução de jovem de 22 anos em Campo Grande
Homem foi executado com 16 tiros em Campo Grande. / Foto: Redes sociais/Reprodução.

Estão foragidos José Eduardo Garcia Silveira Ramires Chaves, Renan Alencar Gutierres, Kauan Henrique Oliveira dos Santos e Luiz Henrique Quadros dos Santos.
Kauan Henrique é apontado pela investigação como suposto mandante do assassinato. A defesa nega a participação dele e tenta reverter a prisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O g1 não conseguiu contato com as defesas dos outros investigados.
 

Agiotagem, execução e fuga
 
Matheus foi morto a tiros por volta das 6h30 do dia 22 de julho, na casa onde morava, na Rua Itapuã. Conforme o boletim de ocorrência, a vítima estava no imóvel com um amigo quando foi surpreendida por dois homens encapuzados que chegaram em uma motocicleta.
Um deles desceu do veículo e abriu fogo contra o rapaz. Em seguida, os dois fugiram. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas Matheus morreu antes da chegada do socorro. No quintal da residência, a perícia encontrou 16 cápsulas de pistola calibre 9 milímetros.

Kauan passou a ser apontado como principal suspeito ainda no dia do assassinato. Com o andamento do caso, a investigação apontou o suposto envolvimento dos demais suspeitos. O g1 ainda não tem a confirmação de como foi a participação de cada um deles no caso.
Kauan era amigo de Matheus e, segundo a investigação, os dois teriam discutido na noite anterior ao crime. O desentendimento estaria relacionado a um carro alugado por Matheus, que teria sido devolvido com uma avaria na traseira por Kauan.
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Ainda conforme a investigação, Kauan e Matheus mantinham uma parceria em empréstimos de dinheiro a juros em Campo Grande e dividiam os lucros da agiotagem. Kauan também seria responsável pelas cobranças dos empréstimos.

Vestígios encontrados
 
Dentro do carro, os investigadores encontraram etiquetas e cartelas de embalagens de toucas do tipo balaclava e de luvas, aparentemente recém-compradas. Segundo a investigação, os itens podem ter sido utilizados na execução.
Também foi apreendido um ticket de estacionamento de um shopping, cujas imagens de câmeras de segurança poderiam auxiliar nas investigações.

Procurado, o advogado Wilian Frata, que atua na defesa de Kauan, informou que tentou reverter a prisão do cliente por meio de um habeas corpus apresentado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). O pedido, contudo, foi negado.
Agora, a defesa apresentou um Recurso Ordinário em Habeas Corpus (RHC) no STJ para tentar derrubar a prisão. O recurso ordinário é a via prevista para contestar, no STJ, decisões denegatórias de habeas corpus proferidas por tribunais estaduais.
Em manifestação enviada ao g1, Wilian Frata afirmou que não há provas contra seu cliente.
“Não se tem provas contra o Kauan. Apenas uma suposta dívida, mas não tem um vídeo, uma foto, uma mensagem, uma ligação, uma testemunha em desfavor de Kauan que mandou [matá-lo]. Então é mero achismo”, comentou o advogado.