Investigação aponta ligação direta do veículo com tentativa de homicídio a tiros; suspeito confessou que locava a Biz para ações da facção por até R$ 150.
Uma ação precisa da Polícia Militar de Maracaju revelou a trama por trás de uma tentativa de execução e desarticulou um esquema de apoio logístico ao crime organizado na cidade. Um homem de iniciais J. M. de O. (41) foi preso no final da tarde de terça-feira (15), na Vila Juquita, acusado de ceder sua motocicleta Honda Biz para ações criminosas da facção Comando Vermelho (CV).
Da Denúncia Anônima à Confissão do Esquema
A intervenção ocorreu por volta das 16h50 na Rua Antônio João. A guarnição da Polícia Militar recebeu denúncias anônimas de que o suspeito estaria alugando sua motoneta Honda Biz preta para a prática de diversos delitos no município, incluindo o atentado a tiros ocorrido na noite anterior, onde a vítima deu entrada no hospital intubada e alvejada no pescoço.
Ao ser abordado na esquina de sua residência, o homem inicialmente negou o envolvimento. Contudo, confrontado com as evidências colhidas pelas equipes, acabou confessando que o veículo era de sua propriedade. Ele admitiu que, após saber do atentado, foi até as proximidades do hospital por volta das 23h, recolheu a moto e, no dia seguinte, a escondeu na casa de sua prima, localizada na Vila Margarida.
Manchas de Sangue e Vínculo com o Comando Vermelho
Os militares deslocaram-se até o endereço indicado e localizaram a Honda Biz. Durante a inspeção técnica no veículo, os policiais constataram vestígios visíveis de sangue impregnados próximo à manopla do acelerador.
Pressionado sobre quem estava em posse da moto na hora do crime, o autor alegou não saber a identidade do condutor, mas confessou que há cerca de três meses aluga a motoneta frequentemente para membros da facção criminosa Comando Vermelho. Usuário de cocaína, ele relatou que recebia entre R$ 100,00 e R$ 150,00 por cada locação e sabia que o veículo era utilizado no transporte de entorpecentes e ações do bando.
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Depósito de Drogas e Conexão no WhatsApp
O suspeito revelou ainda que os contatos eram feitos exclusivamente via WhatsApp por interlocutores gravados em sua agenda sob os nomes de "Foco, Força e Fé" e "Chaves". Ele detalhou também que, cerca de um mês atrás, aceitou guardar em sua residência uma mochila recheada de maconha entregue por um motorista de aplicativo. Amedrontado com a repercussão da tentativa de homicídio, exigiu que a facção retirasse a droga de sua casa, o que ocorreu horas antes de sua prisão por um casal em uma moto vermelha.
O homem recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Maracaju. A Honda Biz (placa HSN-1572) e um celular Xiaomi Redmi Note 14 foram apreendidos e entregues à autoridade policial para dar prosseguimento ao inquérito de apuração.













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