Investigado de 22 anos empunhou revólver calibre 38, que passará por perícia para confirmar se foi a arma usada na execução brutal de "Menor" no Parque Ecológico.
A aparente tranquilidade da Rua Jacarandá, no Conjunto Gearzone, deu lugar a momentos de intensa tensão na tarde de quinta-feira (10). Por volta das 17h30, uma operação da Força Tática da Polícia Militar resultou em um confronto armado que culminou na morte de Luiz Gerônimo Ifran da Mota, de 22 anos. A intervenção é mais um capítulo dramático da ostensiva guerra entre facções criminosas que assombra a região.
A Caçada ao Veículo do Crime e a Tentativa de Camuflagem
A ação policial teve início após denúncias anônimas e informações cruzadas do setor de inteligência da Polícia Civil apontarem o paradeiro de uma peça-chave no quebra-cabeça da violência local: um Fiat Palio azul, com placas de Campo Grande. O automóvel é apontado como o vetor utilizado no assassinato de Miguel Ferreira Rodrigues, de 20 anos, o “Menor”, executado no dia 28 de agosto no Parque Ecológico.
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Ao se aproximarem do perímetro, os militares flagraram o automóvel escondido sob uma lona nos fundos do imóvel. Em uma tentativa desesperada de enganar as autoridades e apagar os rastros do crime, o grupo havia pintado as rodas do carro para descaracterizá-lo. Na varanda da casa, Luiz Gerônimo percebeu a chegada da viatura, entrou em pânico e correu para o interior do imóvel, trancando as portas em um gesto de fuga iminente.
Tensão, Ameaças e o Desfecho Fatal
Cercados, os policiais militares iniciaram a verbalização exigindo a rendição do suspeito. No entanto, o clima de tensão escalou rapidamente. Do lado de dentro, em tom hostil e em estado de extrema exaltação, o jovem gritava que “não iria sair” e que “estava para o tudo ou nada”, sinalizando claramente que não se entregaria sem resistência.
Ao forçarem a entrada para conter o suspeito, os policiais se depararam com uma cena de alto risco: Luiz Gerônimo empunhava um revólver calibre .38. Mesmo diante de repetidas ordens para que largasse a arma, o rapaz fez o movimento de pontaria e apontou o cano diretamente contra a equipe. Para repelir a ameaça mortal, os militares reagiram com disparos defensivos, atingindo o agressor.
Socorro, Perícia e Investigação da Arma do Crime
Apesar da gravidade do confronto e do ambiente de alta periculosidade, os próprios policiais prestaram socorro imediato, colocando o jovem na viatura e deslocando-se em urgência até o Hospital Municipal de Maracaju. Luiz Gerônimo deu entrada no pronto-socorro sob intensos cuidados médicos, mas não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado pouco tempo depois.
O local do confronto foi isolado pela Rádio Patrulha até a chegada dos peritos da Polícia Científica de Dourados e dos investigadores do Setor de Investigações Gerais (SIG).
O revólver calibre .38 e o Fiat Palio camuflado foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil. A suspeita das autoridades é de que o mesmo revólver apreendido na ação possa ter sido a arma utilizada no assassinato de Miguel Ferreira Rodrigues, o "Menor". Exames periciais de balística serão determinantes para comparar o armamento com os projéteis recolhidos no Parque Ecológico e instruir o inquérito que apura a teia de crimes ligados ao crime organizado na cidade.













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