Presidente Lula deve fazer lançamento oficial nesta sexta-feira (1º)

O que se sabe sobre o Desenrola 2.0? Confira como usar FGTS para quitar dívidas

O programa para pagamento de dívidas do Governo Federal ‘Desenrola 2.0’ deve possibilitar a descontos de até 90% e uso do saldo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve realizar o lançamento oficial do programa nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador. Os detalhes técnicos, porém, deve ser divulgados apenas na próxima segunda-feira (4).

 

No entanto, o que se sabe até o momento é que o Desenrola 2.0 deve, inicialmente, beneficiar famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8.105. Segundo dados do Banco Central, o endividamento das famílias bateu recorde ao atingir 49,9% da renda em fevereiro deste ano. O objetivo da proposta é fomentar o combate ao endividamento dos brasileiros.

Em um segundo momento, microempreendedores individuais e pequenas empresas também devem ser contemplados no programa. As negociações serão realizadas diretamente com os bancos e podem garantir descontos de até 90%.


 

Como será o uso do FGTS?
A princípio, os novos financiamentos devem ter juros menores que 2% ao mês, além da possibilidade do uso do FGTS. Porém, a utilização do saldo para quitar os débitos deve ser limitado em 20% do total. Conforme o ministro do Trabalho e Emprego, devem ser liberados cerca de R$ 4,5 bilhões do fundo.

Em Campo Grande, os cidadãos divergiram nas opiniões sobre a utilização do FGTS para pagar as dívidas. A proposta prevê renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal com mais de três meses de atraso. Vale lembrar que a medida será voluntária, e não obrigará o devedor a utilizar o saldo.

Desenrola 1.0 já beneficiou cerca de 15 milhões de brasileiros
A primeira versão do programa renegociou cerca de R$ 53 bilhões de dívidas para 15 milhões de brasileiros. Ele foi implementado entre 2023 e 2024, no terceiro mandato de Lula, e envolveu desembolso de R$ 1,7 bilhão da União em garantia. Mesmo assim, os índices de endividamento seguiram em alta.