O senador detalhou que o tratado foi dividido em duas partes, sendo uma comercial e outra política
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) comentou a decisão da União Europeia de avançar com o acordo de livre-comércio com o Mercosul, após 21 dos 27 países do bloco europeu formarem maioria qualificada favorável ao pacto em reunião em Bruxelas.
Segundo Nelsinho, a divisão do tratado em duas partes, sendo uma comercial e outra política foi decisiva para destravar o processo. Como o comércio exterior é competência da União Europeia, a parte comercial do acordo precisará apenas do aval do Parlamento Europeu, por maioria simples.
Do lado do Mercosul o rito é outro: já que cada país precisa aprovar o acordo em seu Congresso. No caso do Brasil, o texto seguirá para votação no Congresso Nacional e, uma vez ratificado, o país já poderá aplicar o acordo bilateralmente com a União Europeia, sem precisar esperar Argentina, Paraguai e Uruguai.
A maioria qualificada na Europa foi garantida depois que a Itália mudou de posição ao receber garantias adicionais para proteger seus agricultores. Permaneceram contrários França, Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda, enquanto a Bélgica se absteve. Mesmo assim, o apoio de países que representam ao menos 65% da população europeia abriu caminho para que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viaje ao Paraguai, que ocupa a presidência rotativa do Mercosul, para a assinatura política do tratado.
O acordo, considerado um dos maiores do mundo, deve criar uma zona de livre-comércio com mais de 720 milhões de consumidores e economias que, somadas, ultrapassam US$ 22 trilhões em PIB.
Agora, os próximos passos incluem o voto do Parlamento Europeu sobre a parte comercial, o que pode ocorrer nas próximas semanas, e em paralelo o envio do texto aos parlamentos do Mercosul.











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