Criança foi encontrada no assentamento Itamaratí, a cerca de 50 quilômetros da fronteira, após mobilização das polícias do Paraguai e do Brasil.
O menino de 11 anos que estava desaparecido desde a última quarta-feira foi localizado são e salvo em um povoado no Brasil. A criança havia sido vista pela última vez em Pedro Juan Caballero, no departamento de Amambay, no Paraguai.
O desaparecimento foi comunicado pela mãe à 15ª Delegacia de Polícia de Cerro Cora"i. Segundo o relato, o menino saiu da residência da família, localizada na Fracción Frontera Verde, e não retornou para casa.
Após o registro da ocorrência, a Polícia Nacional do Paraguai iniciou buscas nas áreas frequentadas pela criança. Durante as diligências, moradores informaram que o menino costumava deixar a residência da mãe e relataram uma possível situação de maus-tratos no ambiente familiar.
A informação, no entanto, deverá ser apurada pelas autoridades competentes e não representa, até o momento, uma conclusão oficial sobre a existência de abusos.
Fotografias ajudaram nas buscas
A investigação avançou depois que outro vizinho entregou aos policiais fotografias nas quais o menino aparecia em uma avenida principal de Ponta Porã, no Brasil. Nas imagens, ele empurrava uma motocicleta que transportava um adulto.
Diante da possibilidade de que a criança tivesse atravessado a fronteira, a Polícia Nacional solicitou o apoio da Polícia Militar brasileira. As autoridades brasileiras receberam informações de que o menino estaria trabalhando em uma residência de um assentamento, a aproximadamente 50 quilômetros da fronteira entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã.
Uma equipe foi enviada ao local e conseguiu convencer a criança a retornar para casa. O menino foi entregue pela polícia brasileira à Polícia Nacional do Paraguai e, por determinação do Ministério Público, encaminhado para avaliação médica na ala pediátrica de uma unidade de saúde.
Após o exame, ele foi devolvido à mãe. O caso permanece sob acompanhamento das autoridades paraguaias, que deverão apurar as circunstâncias do desaparecimento, a permanência da criança em território brasileiro e os relatos sobre possíveis problemas no ambiente familiar.
A identidade do menino não foi divulgada. A medida atende ao artigo 29 do Código da Infância e da Adolescência, que proíbe a publicação de informações capazes de identificar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.













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