Três acusados do crime ocorrido em 2021 pegaram penas de prisão e medidas de segurança; atentado deixou quatro mortos na disputa pelo narcotráfico.

Justiça condena a até 40 anos envolvidos em chacina que vitimou filha de ex-governador em Pedro Juan Caballero

Um Tribunal de Sentença do Paraguai — integrado pelos juízes Federico Rojas, Dina Marchuk e María Luz Martínez — condenou três executores da chacina ocorrida em outubro de 2021, na cidade fronteiriça de Pedro Juan Caballero. Os réus atuavam sob o comando de Marcio Sánchez, o "Aguacate", em uma disputa pelo controle territorial do narcotráfico.

O atentado resultou na morte de quatro pessoas: Haylee Carolina Acevedo Yunis (filha do ex-governador de Amambay, Ronald Acevedo), Osmar Vicente Álvarez (o "Bebeto", alvo principal dos atiradores), Kaline Reinoso de Oliveira e Rhannye Jamilly Borges de Oliveira.

Os processados foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado, posse de armas de fogo de uso exclusivo do Estado e associação criminosa.

Provas Contundentes e Extrema Violência

Na fundamentação da sentença, o juiz Federico Rojas destacou que o grupo operava como uma verdadeira estrutura do crime organizado. Provas periciais confirmaram que o armamento apreendido em operações realizadas em outubro de 2021 foi exatamente o mesmo utilizado na execução.

O tribunal ressaltou a violência extrema dos acusados, que perseguiram as vítimas, dispararam de forma brutal e terminaram de executá-las no chão, sem chance de defesa, chegando a fotografar o cenário do crime. A motivação foi a guerra pelo controle da região de fronteira entre o grupo de "Aguacate" e a facção de "Bebeto".

Penas Aplicadas

A Justiça atendeu integralmente aos pedidos do Ministério Público e aplicou as seguintes condenações:

Julio César Centurión Cantaluppi: 30 anos de prisão + 10 anos de medidas de segurança (total de 40 anos).

Diego Alexis Vázquez: 30 anos de prisão + 10 anos de medidas de segurança (total de 40 anos).

Derlis Javier López Arce: 23 anos de prisão + 6 anos de medidas de segurança (total de 29 anos).

Além das prisões, o tribunal determinou o confisco dos veículos utilizados no crime e a destruição de todas as armas e suprimentos apreendidos com o grupo.