Suspeito tentou tocar nos cabelos e no pescoço da vítima e puxá-la pelo braço; irmã seguiu o autor até a praça central e acionou a PM.
Uma jovem professora de 24 anos passou por momentos de apuro e constrangimento na tarde desta quarta-feira (3), por volta das 12h10, na Rua 11 de Junho, na região central de Maracaju. Um homem de 60 anos foi detido pela Polícia Militar após abordar e tentar agarrar a vítima em via pública.
A Abordagem e o Susto
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, a guarnição da Polícia Militar foi acionada para deslocar com urgência até a Praça Central do município. No local, os policiais fizeram contato com a vítima, identificada pelas iniciais A. C. dos S. N.
A jovem relatou que atua como professora e que, ao sair do seu local de trabalho, seguia a pé pela Rua 11 de Junho. Nas proximidades da Escola CATE, ela foi abordada pelo suspeito, identificado pelas iniciais A. C. da S., de 60 anos. O homem se aproximou simulando que pediria uma informação e, ao chegar perto, disse que ela era "muito bonita".
Em seguida, o idoso tentou tocar nos cabelos e no pescoço da professora, além de tentar puxá-la bruscamente pelo braço. Assustada com a iminência de uma agressão ou assédio maior, a vítima conseguiu se desvencilhar e correu do local.
Cerco e Detenção na Praça
Logo após o ocorrido, a vítima ligou para a sua irmã e relatou o atentado. A irmã da jovem localizou o suspeito e passou a segui-lo à distância, monitorando seus passos até a Praça Central, onde o homem permaneceu sentado até a chegada das viaturas da Polícia Militar.
Os militares realizaram a abordagem do suspeito, que não confirmou a versão apresentada pela professora.
Condução à Delegacia
Diante dos relatos, o homem recebeu voz de prisão. Os policiais informaram que foi necessário o uso de algemas para a condução do autor, uma vez que a viatura utilizada não possuía compartimento fechado para presos (presídio) e o idoso apresentava risco iminente de fuga, sendo a medida adotada também para garantir a integridade física dos agentes e da própria vítima.
Ambas as partes foram encaminhadas, sem lesões corporais, à Delegacia de Polícia Civil de Maracaju, onde o caso foi oficialmente registrado como Constrangimento Ilegal para as providências de polícia judiciária.
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