Campo-grandense é suspeito pelo feminicídio de Ana Luiza Mateus no Rio de Janeiro

Mãe de campo-grandense que morreu após prisão por feminicídio vai ao RJ para liberação de corpo

A mãe de Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, preso por suspeita de feminicídio contra a miss Ana Luiza Mateus, no Rio de Janeiro, está a caminho da capital carioca para fazer o reconhecimento do filho. O campo-grandense foi encontrado morto na cela de uma delegacia do RJ, horas após a prisão.

A modelo tinha 29 anos e foi encontrada morta na manhã de quarta-feira (22) após cair do 13º andar de um apartamento na Barra da Tijuca. Pouco antes da queda, Ana estava no imóvel com Endreo — principal suspeito pela morte.

Em outubro do ano passado, Endreo foi denunciado por agressão, cárcere privado e sequestro contra a ex-namorada, em Campo Grande. Na época, ele se apresentou à polícia, mas foi liberado na delegacia.


 

Após a morte de Endreo na delegacia, a Perícia foi acionada para os levantamentos na cela e o corpo encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exames. A mãe dele saiu de Mato Grosso do Sul e está a caminho do RJ para fazer o reconhecimento e a liberação do corpo, conforme o G1.

Na quinta (23), o corpo da modelo foi liberado e levado para Teixeira de Freitas, na Bahia, cidade natal dela. Ana e Endreo estavam se relacionando há cerca de três meses e tinham um relacionamento conturbado.

Ainda de acordo com o G1, o campo-grandense teria dito à polícia que a discussão durante a madrugada ocorreu após a vítima decidir encerrar o relacionamento.

‘Posso retomar minha vida’, diz ex de campo-grandense
A vítima de agressões, estupro e cárcere privado praticados pelo suspeito lamentou a morte de Ana Luiza Mateus e relembrou o maior trauma da vida. “Em nenhum momento eu esqueci, foi o maior trauma da minha vida. Esse sentimento vai perdurar por muito tempo. [O feminicídio] me deixou muito triste pela Ana”, lamentou.

Ao Jornal Midiamax, a mulher disse que consegue imaginar o sofrimento de Ana Luiza. “Com tudo que eu vivi nas 24 horas que ele me manteve em cárcere, eu consigo imaginar o tamanho do sofrimento e dor que ela passou. Acho que nenhuma palavra vai ser capaz de expressar esse sentimento de ter vivenciado uma situação dessa”, relatou a vítima.