Presidente francês desloca o navio Charles de Gaulle e reforça presença militar para proteger aliados diante da escalada da guerra no Oriente Médio.
O presidente da França, Emmanuel Macron, ordenou na terça-feira (3) que o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle (porta-aviões francês) seja deslocado do Mar Báltico para o Mediterrâneo para ajudar na proteção de ativos aliados em meio à guerra em curso no Oriente Médio. Segundo o governo francês, o navio seguirá acompanhado por sua ala aérea embarcada e por fragatas de escolta.
Em discurso pré-gravado transmitido na televisão francesa, Macron informou ainda que jatos de combate Dassault Rafale, sistemas de defesa aérea e aeronaves de radar aerotransportado foram enviados nas últimas horas para a região. “Continuaremos esse esforço tanto quanto necessário”, afirmou o presidente.
Macron citou também o ataque ocorrido na segunda-feira contra uma base da força aérea britânica em Chipre. O presidente destacou que o país é membro da União Europeia e possui parceria estratégica recente com a França.
“Isso requer nosso apoio. É por isso que decidi enviar ativos adicionais de defesa aérea para lá também, junto com uma fragata francesa, a FS Languedoc (fragata francesa), que chegará à costa de Chipre ainda esta noite”, declarou Macron.
França, Reino Unido e Alemanha já haviam informado anteriormente que não participaram diretamente dos ataques contra o Irã, mas que estão preparados para apoiar ações defensivas consideradas necessárias e proporcionais para neutralizar a capacidade iraniana de lançar mísseis e drones.
O presidente francês também destacou que o país mantém acordos de defesa com Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, além de compromissos estratégicos com Jordânia e Iraque.
Macron afirmou ainda que o conflito já se estendeu para o Líbano e criticou a atuação do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Segundo ele, o movimento cometeu “o grave erro de atacar Israel” e colocou o povo libanês em risco, mas o presidente francês também alertou para os riscos de uma operação terrestre mais ampla por parte de Israel.












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