Hélio Miyake transformou veículo de trabalho em atração assustadora e já levou até xingamento.
Quem cruza com uma Kombi cheia de caveiras pelas ruas de Campo Grande pode até pensar que o Halloween chegou mais cedo. Mas, para Hélio Miyake, que trabalha com ar-condicionado, o clima de terror não tem data para acabar.
Hélio Miyake, que trabalha com ar-condicionado em Campo Grande, transformou a Kombi que usa diariamente em uma atração decorada com caveiras e máscaras. O projeto levou cinco anos para sair do papel e ganhou forma em 2026. A decoração circula o ano todo e conta com um dispositivo sonoro para assustar pedestres. Ele ainda planeja instalar uma espada e outra máscara. A ideia inicial era seguir o estilo rat look, mas foi abandonada.
Dono de uma Kombi decorada com figuras assustadoras, ele transformou o veículo que usa diariamente para trabalhar em uma atração que chama atenção por onde passa. E, para completar a brincadeira, ainda gosta de dar alguns sustos em quem encontra pelo caminho.
A ideia de personalizar o veículo não surgiu de uma hora para outra. Hélio conta que o projeto levou cerca de cinco anos para finalmente sair do papel, o que aconteceu neste ano. A decoração começou a ganhar forma nos primeiros meses de 2026, quando ele passou a instalar caveiras, máscaras e outros acessórios.
"Eu tenho um projeto de uns cinco anos já, acabou de sair esse ano. Estou tentando fazer pouquinho a pouquinho de cada coisa. Mas caveira, essas coisas assim, é que eu gosto. Curto um pouco esse lado", explica.
Apesar da aparência de filme de terror, a inspiração não veio de nenhum personagem famoso do cinema. Hélio explica que sempre gostou de carros e que o interesse pelas caveiras foi surgindo naturalmente.
A vontade de fazer algo diferente acabou juntando as duas coisas. "Achei legal, uma coisa diferente na cidade. A gente tem que começar a imaginar e colocar, porque não tem pronto. Vai colocando para ver se fica legal", conta.
O resultado é uma Kombi que dificilmente passa despercebida. Segundo Hélio, as pessoas costumam parar para observar, fazer perguntas e comentar sobre a decoração. E quem pensa que os enfeites aparecem apenas em outubro, mês do Halloween, está enganado. "Não, não. Ela é direto, direto", afirma, ao explicar que circula com os acessórios durante todo o ano.
Mas a brincadeira não fica só na aparência. Hélio também instalou um dispositivo sonoro para surpreender quem está por perto. O barulho inesperado rende reações variadas, nem sempre muito amigáveis. "Se assustam, me xingam, dão mau-olhado. Tem de tudo, um pouco de tudo", conta, aos risos. Mesmo com os xingamentos, ele não demonstra intenção de abandonar a diversão.
Por enquanto, Hélio ainda não coleciona grandes histórias envolvendo a Kombi, já que o veículo saiu recentemente da oficina. Quando questionado sobre alguma situação maluca que tenha vivido, ele aproveita para brincar. "Por enquanto, história nenhuma, porque eu sou casado. Senão, estou lascado", responde, antes de explicar que os sustos nas ruas ainda são a principal diversão.
E quem pensa que a transformação terminou está enganado. O proprietário já planeja instalar uma espada decorativa na parte traseira e acrescentar outra máscara. O problema, segundo ele, é encontrar os suportes adequados e descobrir quais peças combinam com o visual. Algumas compras já não deram certo, mas isso faz parte das tentativas.
"Vou colocar uma espada, que já está comprada. Também estou vendo outra máscara para comprar. Comprei uma, mas não serviu. Tem que comprar e experimentar", explica.
A Kombi também passou por mudanças de estilo ao longo do projeto. Inicialmente, Hélio pretendia seguir a proposta conhecida como rat look, que valoriza uma aparência envelhecida e rústica dos veículos.
Depois, decidiu abandonar a ideia e investir em algo mais ligado ao terror. "No começo era um rat. Aí tirei tudo e comecei a fazer uma coisa mais diferentinha. Comecei a colocar as caveiras que eu tenho, umas caveiras de que gosto", relembra.
Embora goste de filmes de terror, Hélio garante que não é um fã dedicado do gênero e que não existe nenhuma história por trás da decoração. A explicação é mais simples: ele gosta de caveiras e de inventar coisas para o carro.
"O sonho é o carro, o gosto vai surgindo com o tempo", resume. Enquanto prepara as próximas modificações, segue trabalhando e circulando pela cidade com a Kombi que mistura criatividade, brincadeira e alguns sustos inesperados.













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