Bernal afirmou em depoimento que agiu em legítima defesa, pois Mazzini avançou contra ele

Justiça nega pedido para reconstituir assassinato de Mazzini, morto a tiros por Bernal

O juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, negou pedido do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) para reconstituir o assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, em março deste ano, pelo ex-prefeito Alcides Bernal.

 
 

A acusação pediu a simulação para materializar a movimentação de Mazzini e o trajeto do tiro disparado por Bernal. Isso porque parte da dinâmica do crime aconteceu em um ponto cego, onde as câmeras de segurança do imóvel não alcançam.

Com a simulação, a promotoria pediu a elaboração de um laudo pericial de exame em local de morte violenta complementar em 3D. Entretanto, o período da fase de instrução probatória se encerrou com o depoimento do ex-prefeito, no último dia 27 de maio.


 

Inclusive, o juiz havia aberto até o prazo para as alegações finais — etapa seguinte após a produção de provas. O pedido surgiu a partir da oitiva de Bernal, que alegou em depoimento que a vítima havia avançado para cima dele e que agiu em legítima defesa.

O MP queria esclarecer, por meio da perícia, as posições do autor e da vítima, assim como a distância entre eles, a trajetória dos disparos e as lesões. Entretanto, Garcete entendeu que a produção da prova não era necessária e que não há tempo para seguir o rito jurídico caso acatasse o pedido.