Gaeco descobriu esquema que impedia livre concorrência em licitações de prefeituras e câmaras de vereadores
A Justiça negou liberdade ao empresário Geraldo Alves Pereira, preso desde janeiro de 2026 por suspeita de integrar um esquema de fraudes em licitações de serviços gráficos e de comunicação no interior do Estado.
O habeas corpus foi distribuído ao desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva, da 3ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
O advogado Cauê Arruda de Siqueira alegou erros na investigação por conta do envolvimento do prefeito afastado de Terenos, Henrique Budke (PSDB), o que levou ao levantamento da prerrogativa de foro privilegiado. Assim, isso teria contaminado os demais atos da apuração, o que deveria causar a suspensão da ação judicial.
No despacho, o desembargador observou que, conforme a investigação, Pereira envolveu a esposa e a filha no esquema, impedindo a competição em licitações.
“Outrossim, pelos mesmos fundamentos, ao que se pode observar, entendo ser imperiosa a prisão preventiva dos investigados, isso para garantir a ordem pública e a conclusão das investigações, uma vez que o núcleo forte da organização criminosa atua diretamente na administração pública, somado ainda ao fato da evidente continuidade delitiva, em razão da prorrogação de contratos da administração, prática reiterada das fraudes mediante ação organizada, pagamento periódico de propinas e suposta prática do crime”, avaliou.













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