Visivelmente alterado, rapaz invadiu altar e tentou danificar instrumentos; família informou que autor faz tratamento psicológico e ingeriu álcool.

Jovem de 21 anos causa tumulto em igreja e é contido pela Polícia Militar na Vila Juquita
Visivelmente alterado, rapaz invadiu altar e tentou danificar instrumentos; família informou que autor faz tratamento psicológico e ingeriu álcool. / Foto: 15º BPM de Maracaju

Uma noite de orações foi interrompida por um momento de tensão na sexta-feira (20), na Rua Major Carlos Silva, em Maracaju. A Polícia Militar foi acionada por volta das 20h20 para intervir em uma ocorrência de perturbação do sossego e desobediência dentro de um templo religioso na Vila Juquita.

Segundo o responsável pela igreja, um homem de 36 anos, o jovem entrou no local apresentando sinais de embriaguez. Após sentar-se, ele passou a se exaltar, afirmando ser "Jesus Cristo" e exigindo pregar e cantar para os fiéis. Ao ser orientado a manter a calma, o indivíduo tornou-se agressivo, proferiu ofensas e tentou intimidar os presentes.

Tumulto no Altar

A situação agravou-se quando o rapaz desferiu um soco contra a parede e subiu ao altar, onde tentou pegar um violão para quebrá-lo. Fiéis tentaram conter o autor, que passou a bater nas cadeiras do templo antes de fugir do local.

A equipe policial iniciou rondas imediatas e localizou o suspeito a poucos metros da igreja. Durante a abordagem, o jovem desobedeceu às ordens de segurança e, devido ao estado de exaltação, os militares precisaram utilizar o uso moderado da força e algemas para garantir a integridade de todos.

Contexto Médico e Encaminhamento

Já na Delegacia de Polícia Civil, um familiar do jovem compareceu e esclareceu que ele possui problemas psicológicos e está em tratamento. O consumo de bebida alcoólica na data teria potencializado o surto.

Diante do quadro psíquico e físico do rapaz, a autoridade policial solicitou o apoio do Corpo de Bombeiros Militar, que o encaminhou ao Hospital Soriano Corrêa da Silva para atendimento médico especializado. O caso foi registrado para as providências cabíveis, unindo a necessidade de ordem pública ao cuidado com a saúde mental do envolvido.