'Peteca' é apontado como verdadeiro tomador de decisões da Construtora Rial
Empreiteiro alvo do Gecoc na Operação Buraco Sem Fim, o empreiteiro Antonio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, o ‘Peteca’, conseguiu flexibilização de uma de suas medidas cautelares.
Conforme decisão da juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias, ele poderá ter contato com uma das investigadas, sua esposa, Liene Gusmão Jacques, que é a sócia formal da Construtora Rial Ltda junto com o filho do casal, Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa.
Apesar disso, as investigações do Gecoc apontam que Peteca seria sócio-oculto e verdadeiro tomador de decisões da empreiteira.
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A decisão da juíza se baseia no fato de Peteca ter conseguido prisão domiciliar por conta da idade e estado de saúde. Então, a magistrada proferiu: “Defiro os pedidos de fls. 99/101 para autorizar o deslocamento e comparecimento do requerente às consultas médicas agendadas, devendo juntar aos autos a devida comprovação, bem como flexibilizar a medida cautelar de proibição de contato, permitindo a normal convivência e coabitação do requerente com sua esposa, Liene Gusmão Jacques, também investigada, uma vez que responsável pelos cuidados à saúde do requerente“.
Os outros seis investigados que foram presos no dia 12 de maio continuam atrás das grades e são eles: Antônio Bittencourt (filho de ‘Peteca’ e sócio da Rial); o ex-secretário de Obras Rudi Fiorese; o ex-superintendente Mehdi Talayeh; o ex-chefe do tapa-buraco Edvaldo Aquino Pereira; e os ex-servidores da Sisep Fernando de Souza Oliveira e Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula.
Operação Buraco sem Fim
Em 12 de maio de 2026, o Gecpc deflagrou a Operação Buraco sem Fim, cumprindo sete mandados de prisão e dez de busca e apreensão em Campo Grande, contra um esquema de fraude no serviço de tapa-buracos.
A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos.
Os promotores descobriram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais.













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