O ambiente tinha forte odor de fezes e urina, acúmulo de lixo e ausência de água e ração
Um homem foi preso por maus-tratos a animais e resistência à prisão na manhã desta quinta-feira (5), no Conjunto Aero Rancho, em Campo Grande. Dois cães foram encontrados abandonados, sem água e alimento, em um quintal tomado por entulhos e sujeira.
A Polícia Militar foi acionada após denúncia anônima informando que animais estariam em situação de maus-tratos em uma residência na Rua Rodrigo Lefévre. No local, os policiais constataram ambiente insalubre, com forte odor de fezes e urina, acúmulo de lixo e ausência de água e ração.
Os dois cães apresentavam estado de debilidade, demora na resposta a estímulos e problemas oculares. Um deles, caramelo, estava com magreza acentuada, escaras na região pélvica e lesões nas orelhas e patas, além de infestação por carrapatos, conforme apontado posteriormente pela perícia.
A DECAT foi acionada, assim como a Polícia Científica. A perícia concluiu que os indicadores nutricional, de conforto e de saúde eram inadequados, caracterizando fortes indícios de maus-tratos.
Durante a ação, o responsável pelos animais chegou ao local e tentou minimizar a situação, alegando que comparecia regularmente para alimentar os cães. No entanto, as vasilhas estavam vazias e a condição do ambiente contrariava a versão apresentada.
Mesmo após ser informado da necessidade de retirada imediata dos animais, ele se recusou a entregá-los voluntariamente, impedindo o acesso ao interior da residência. Diante da recusa e da gravidade da situação, foi dada voz de prisão, momento em que o homem resistiu à ação policial, sendo necessário o uso de algemas para contê-lo.
Após a prisão, o autor acabou fornecendo a chave do imóvel, permitindo que os cães fossem recolhidos e encaminhados ao Centro de Controle de Zoonoses para cuidados veterinários. Ele foi encaminhado a delegacia e deve responder pelos crimes de maus-tratos a animais, cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão quando se trata de cães, além de resistência à prisão. O caso segue sob investigação.











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