Em discurso, presidente americano listou ainda os quatro objetivos da ofensiva de EUA e Israel contra o Irã.
Os quatro objetivos dos ataques dos EUA contra o Irã, segundo Trump. Presidente americano discursou nesta segunda na Casa Branca.
Em discurso na Casa Branca nesta segunda-feira, 2, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, listou quatro objetivos dos ataques americanos e israelenses ao Irã, iniciados no último sábado.
Segundo o republicano, os quatro objetivos são: destruir as capacidades de mísseis do Irã, “aniquilar” sua Marinha, impedir que o país persa obtenha armas nucleares e garantir que Teerã perca a capacidade de continuar financiando grupos armados regionais, como o Hezbollah e o Hamas.
“Esta era nossa última e melhor chance de atacar — o que estamos fazendo agora — e eliminar as ameaças intoleráveis representadas por este regime doentio e sinistro. E eles são de fato doentios e sinistros”, disse em pronunciamento.
Ao longo da fala, Trump afirmou ainda que os EUA estão à frente de projeções.
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“Especulamos de quatro a cinco semanas, mas temos capacidade de ir muito mais longe do que isso”, disse sobre a possível duração dos ataques, se recusando a cravar um período exato, certamente atento às pesquisas de opinião que mostram que apenas um em quatro americanos, a memória fresca das intermináveis guerras no Iraque e Afeganistão, aprovam da incursão no Irã.
A lista citada por Trump, no entanto, não inclui menções a uma mudança de regime, algo que havia levantado em declarações anteriores no final de semana. A ausência do tema explicita como Washington não vem conseguindo definir uma mensagem clara. Mais cedo, nesta segunda, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, disse que “esta não é uma suposta guerra de mudança de regime, mas o regime certamente mudou”.
Mais cedo nesta segunda, em entrevista à emissora CNN, ao ser questionado sobre o futuro do regime, ele disse que os Estados Unidos farão mais do que ofensivas militares para ajudar o povo iraniano a retomar o controle de seu país, mas não explicou o quê. Deu indícios apenas de que, quaisquer ações que sejam essas, ocorrerão em uma fase futura. “Agora queremos que todos fiquem em casa. Não é seguro lá fora”, afirmou.
O chefe da Casa Branca disse ainda não saber quem pode suceder Ali Khamenei, que governou o país como líder supremo desde 1989 até ser morto nos ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel no último sábado 28. . Em resposta, o Irã iniciou uma campanha de bombardeios sem precedentes a bases americanas no Oriente Médio, de Bahrein aos Emirados Árabes Unidos, e reiterou que se reserva o “direito legítimo de vingança”.
“Não sabemos quem os iranianos escolherão. Talvez tenham sorte e consigam alguém que saiba o que está fazendo”, afirmou, acrescentando que a cadeia de comando no Irã “sofreu muito”, com 49 baixas entre autoridades de alta patente, segundo ele.












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