Ray Felipe (18), o “NAP”, faria aniversário nesta sexta-feira; ele foi encurralado na cozinha do estabelecimento e morto após vir a cidade a mando do Comando Vermelho.
O sangrento confronto entre organizações criminosas rivais fez mais uma vítima em Maracaju. Na manhã desta quinta-feira (1º), por volta das 09h30, Ray Felipe Leite Feliciano, de 18 anos, conhecido pelo vulgo de “NAP” e apontado como integrante do Comando Vermelho (CV), foi brutalmente executado a facadas no interior de uma boate localizada na Rua Euclides da Cunha, na Vila Juquita. O jovem completaria 19 anos nesta sexta-feira (02).
Invasão de Território e "Decreto" de Morte
De acordo com dados apurados no local, Ray Felipe era natural do município de Anastácio e havia chegado a Maracaju no último domingo (27). A suspeita é de que ele tenha sido destacado pela cúpula do Comando Vermelho para atuar diretamente na comercialização, redistribuição de entorpecentes e na expansão do domínio da facção carioca no município.
A presença do rival em território historicamente controlado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) acendeu o alerta da facção paulista. Prints e mensagens que circularam em grupos de aplicativos nas últimas horas confirmavam que "NAP" já estava oficialmente "decretado" de morte pelos rivais.
Perseguição e Esfaqueamento na Cozinha
Na manhã desta quinta-feira, a vítima estava na boate consumindo bebidas alcoólicas na companhia de uma transexual. Um homem identificado como integrante do PCC forçou a entrada no estabelecimento, dando início a uma violenta discussão.
Armado com uma faca de grande porte, o agressor partiu para cima de Ray Felipe. A vítima tentou escapar correndo entre os cômodos do imóvel, buscando desesperadamente uma rota de fuga. Ao adentrar a cozinha da boate, o rapaz percebeu que o local não possuía porta de saída para os fundos.
Encurralado, "NAP" foi atacado friamente e atingido por múltiplos golpes de faca no tórax, nas costas e nas mãos, indicando tentativa inútil de defesa. O rapaz caiu ensanguentado no piso da cozinha e morreu no local. O executor fugiu a pé logo em seguida.
Mobilização Policial e Perícia
A Polícia Militar foi a primeira a chegar ao estabelecimento e acionou o Corpo de Bombeiros, mas os socorristas apenas puderam constatar a ausência de sinais vitais. A área foi isolada para os trabalhos da Delegacia de Polícia Civil de Maracaju e da Perícia Criminal de Dourados, que colheu vestígios e impressões no local da execução.
A Polícia Civil já instaurou inquérito policial e realiza diligências ostensivas na Vila Juquita e bairros adjacentes para capturar o autor do homicídio e desmantelar a célula do PCC envolvida no "decreto" do jovem.













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